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sexta-feira, 16 de outubro de 2026

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ELEIÇÕES

Organizações pedem monitoramento internacional de big techs nas eleições

Carta de organizações pede que autoridades brasileiras e mecanismos internacionais monitorem a atuação de big techs nas eleições de 2026.

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Organizações da sociedade civil divulgaram nesta sexta-feira (16) uma carta aberta que pede a autoridades brasileiras e a mecanismos internacionais de direitos humanos o monitoramento da atuação de empresas de tecnologia nas eleições de 2026.

O documento, criado pela ONG CTRL+Z, menciona Meta, Google, TikTok, OpenAI, Kwai e X e aponta supostas violações das regras eleitorais brasileiras. A iniciativa é aberta a novas adesões e já reúne entidades como People vs. Big Tech, Greenpeace International, Artigo 19, Foxglove, Amazon Watch e Observatório da Mineração.

À Justiça Eleitoral, as organizações pedem o fim do que classificam como moderação arbitrária de conteúdo, o combate à interferência estrangeira em anúncios pagos e a aplicação das medidas de fiscalização e punição previstas na legislação.

A carta também solicita que órgãos das Nações Unidas e a Comissão Interamericana de Direitos Humanos acompanhem as eleições e avaliem a conformidade das empresas com padrões internacionais. O grupo quer ainda que esses mecanismos cobrem das big techs posicionamentos diretos sobre sua atuação no processo eleitoral brasileiro.

Entre os problemas citados estão a recomendação de candidatos, a circulação de deepfakes sem identificação adequada, o financiamento estrangeiro de ataques, a veiculação irregular de anúncios e recomendações de vídeos durante o período de silêncio eleitoral e restrições a perfis.

O documento menciona um levantamento do NetLab segundo o qual 68,1% dos anúncios analisados atacavam instituições ou geravam suspeitas sobre o processo eleitoral. Também cita mais de 1,2 mil relatos de censura, banimentos, restrições e queda de alcance reunidos pela CTRL+Z entre contas que publicaram conteúdo sobre as eleições.

Na mesma semana, a Meta AI, ferramenta da Meta integrada ao WhatsApp, teria permitido a criação de imagens para Flávio Bolsonaro (PL), mas recusado pedido semelhante relacionado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A campanha de Lula acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) por suposta interferência eleitoral.

O Sleeping Giants Brasil também divulgou um levantamento sobre o alcance de conteúdos associados ao deputado federal Nikolas Ferreira. Segundo a organização, ele tem 22,9 milhões de seguidores no Instagram, enquanto seus vídeos registram, em média, cerca de 40 milhões de visualizações.

A Meta afirmou nesta sexta-feira que incidentes técnicos recentes afetaram as campanhas presidenciais, negou interferência nas eleições de 2026 e informou que o problema foi corrigido. A declaração ocorreu um dia após uma reunião entre representantes da empresa e a cúpula do TSE, na qual a companhia apresentou, segundo a própria Meta, informações detalhadas e respaldadas por dados técnicos sobre os episódios.

Fonte: O Globo

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