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sexta-feira, 16 de outubro de 2026

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Jornal Diário do Povo

JUSTIÇA

Justiça Federal torna réus 12 ex-executivos da Americanas

Justiça Federal do Rio aceita denúncia do MPF e torna réus 12 ex-executivos da Americanas por suposta fraude de R$ 25 bilhões.

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A Justiça Federal do Rio de Janeiro aceitou, em 16 de outubro de 2026, a denúncia do Ministério Público Federal contra Miguel Gutierrez, ex-CEO da Americanas, e outros 11 ex-executivos da varejista. Com a decisão, os acusados se tornam réus em uma ação penal que apura uma suposta fraude de R$ 25 bilhões.

A denúncia, apresentada em março de 2025, descreve 28 manobras fraudulentas e atribui aos executivos crimes como organização criminosa, manipulação do mercado de capitais, uso indevido de informações privilegiadas e falsidade documental. Nem todos os denunciados foram incluídos como réus na decisão.

Segundo o MPF, os executivos teriam atuado de forma coordenada para elevar ou manter a cotação das ações da companhia e obter vantagens indevidas. A acusação aponta a inserção de receitas fictícias nos balanços financeiros da varejista para maquiar resultados e enganar instituições financeiras, auditorias e fornecedores.

As informações prestadas pelos ex-diretores Marcelo da Silva Nunes e Flávia Pereira Carneiro, que firmaram acordos de delação com a Justiça, foram usadas como base para a denúncia. De acordo com a procuradoria, Gutierrez teria planejado, ordenado e executado a fraude, enquanto Anna Saicali, Timotheo Barros, Márcio Cruz e Carlos Padilha integrariam o núcleo central das decisões.

O MPF afirma que o esquema durou sete anos, de fevereiro de 2016 até a saída de Gutierrez da Americanas, em dezembro de 2022. Entre as práticas investigadas estão operações de risco sacado e contratos de verba de propaganda cooperada, conhecidos como VPC, usados para inflar o lucro da companhia.

A fraude levou a Americanas a entrar em recuperação judicial em janeiro de 2023. A empresa informou que não teve acesso à decisão e afirmou ter sido vítima de uma fraude estruturada cometida pelos ex-executivos. O processo tramita sob segredo de Justiça, e o MPF e a 6ª Vara Federal Criminal não comentaram o caso.

Fonte: O Globo

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