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quinta-feira, 15 de outubro de 2026

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Influenciadores podem estimular compras por impulso, alertam especialistas

Especialistas explicam como influenciadores, ofertas urgentes e viralização podem estimular compras por impulso e orientam um consumo mais consciente.

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Recomendações de influenciadores podem pesar na decisão de compra e estimular aquisições por impulso, segundo especialistas ouvidos no Dia do Consumo Consciente, celebrado em 15 de outubro. Estratégias como cupons com prazo limitado, ofertas de última hora e produtos viralizados reduzem o tempo de reflexão dos consumidores.

A identificação com o estilo de vida, os hábitos e as experiências de uma influenciadora pode dar à recomendação mais força do que uma publicidade tradicional. Para Isabella Rodrigues, especialista em marketing, a confiança construída na relação diária entre criadora e seguidora influencia o comportamento de compra.

O risco aumenta quando essa relação é combinada com mensagens de urgência, como "últimas unidades" e "cupom válido somente hoje". Segundo Isabella, o consumidor precisa diferenciar desejo de necessidade antes de finalizar o pedido.

Gildevan Carvalho, especialista em marketing e CEO da Polis Consulting, afirma que descontos, escassez, urgência e prova social encurtam o caminho entre o interesse e a compra. Eduardo de Barros, fundador e CEO da IDK Brasil, acrescenta que a confiança acumulada ao longo do tempo pode tornar essas estratégias mais persuasivas.

A facilidade de pagamento também diminuiu o intervalo entre o desejo e a aquisição. Com dados bancários salvos, poucos cliques e transferências instantâneas, o consumidor pode deixar de comparar preços, consultar avaliações e avaliar se realmente precisa do produto.

Os especialistas não consideram negativa toda compra motivada por uma recomendação. O cuidado está em verificar se a escolha atende a uma necessidade concreta ou se foi provocada principalmente pela urgência criada em torno da oferta.

Para identificar conteúdos publicitários, Isabella recomenda observar termos como "publi", "publicidade" e "parceria paga". Gildevan ressalta que a transparência também deve indicar o recebimento de produtos, comissões e outras formas de relação comercial.

Antes de comprar, os especialistas sugerem salvar o produto, esperar, comparar preços e consultar avaliações em outros sites e plataformas de reclamação. Também recomendam verificar a origem do item e perguntar se ele seria adquirido caso não tivesse aparecido nas redes sociais.

A viralização não é garantia de qualidade, segundo Eduardo. Para ele, a recomendação pode ser um ponto de partida para conhecer um produto, mas a decisão deve considerar a necessidade, as condições financeiras e as informações disponíveis sobre a compra.

Fonte: O Globo

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