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sexta-feira, 16 de outubro de 2026

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JUSTIÇA

Gaeco apreende dinheiro com carcereiro suspeito de favorecer Milton Leite

Gaeco apreende R$ 155 mil e US$ 10 mil com carcereiro suspeito de favorecer Milton Leite em cadeia de Mogi das Cruzes.

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Uma operação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), apreendeu cerca de R$ 155 mil e US$ 10 mil com um carcereiro suspeito de facilitar regalias ao ex-vereador Milton Leite na Cadeia Pública de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, nesta sexta-feira (16).

Segundo as informações divulgadas, aproximadamente R$ 150 mil e US$ 10 mil foram encontrados na casa do agente. Outros cerca de R$ 4 mil estavam no bolso dele durante uma busca realizada na unidade prisional.

A investigação começou após uma denúncia anônima sobre supostas visitas de políticos e amigos a Milton Leite fora dos dias e horários autorizados, inclusive à noite e nos fins de semana. Entre os visitantes mencionados estão Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, e os deputados estaduais Delegado Olin (PP) e Rogério Franco (PL).

A ação, autorizada pela Justiça, também realizou buscas em celas, no 1º Distrito Policial de Mogi das Cruzes e na residência do carcereiro. Os investigadores procuraram celulares, imagens de câmeras de segurança e outros elementos que possam esclarecer as suspeitas de corrupção ativa e passiva.

Imagens analisadas na investigação registram a chegada de uma caminhonete ligada a uma empresa da família de Milton Leite à cadeia nos dias 8 e 9 de outubro, além da entrada de um veículo de luxo. Também foi identificada a chegada de uma viatura descaracterizada ao distrito policial, de onde teriam desembarcado dois homens e uma mulher que aparentava ser delegada.

De acordo com a apuração, um dos homens entrou na cadeia e retornou com Milton Leite, que foi levado à delegacia pela entrada administrativa. O ex-vereador permaneceu no local por quase uma hora antes de voltar à carceragem, mas o processo não informa o motivo da retirada nem do encontro.

Milton Leite está preso desde 18 de setembro no âmbito da Operação Vectura Corrupta, que investiga suspeitas de infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de transporte público de São Paulo. Na quarta-feira (14), a Justiça prorrogou por 30 dias a prisão temporária dele e dos demais investigados.

A Polícia Civil afirma que Leite seria responsável pela operação de empresas supostamente controladas pelo PCC e apontado como proprietário de fato da Transwolff. O ex-vereador nega as acusações e declarou que é inocente.

Fonte: G1

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