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quinta-feira, 15 de outubro de 2026

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ECONOMIA

Setores se articulam para adaptar escalas ao fim do 6x1

Associações de setores afetados pelo fim da escala 6x1 discutem novas jornadas, custos e regras de transição para as empresas.

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Associações de restaurantes, hospitais, indústria, comércio e serviços começaram a discutir novas escalas de trabalho após a aprovação do fim da jornada 6x1, com limite de 40 horas semanais. As entidades buscam reduzir impactos sobre custos, produtividade e funcionamento das empresas.

A Associação Nacional de Restaurantes (ANR) pretende compartilhar práticas de empresas que já adotam escalas alternativas. Segundo o presidente executivo da entidade, Fernando Blower, restaurantes podem combinar jornadas de 36 horas semanais e escalas 5x2, além de distribuir horários de entrada e saída conforme os períodos de maior movimento.

A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) informou que acompanhará a regulamentação da nova jornada e levará propostas ao Executivo e ao Congresso. A entidade também pretende oferecer orientação técnica para negociações coletivas e avaliar efeitos sobre custos, produtividade, competitividade e empregos, principalmente em micro e pequenas empresas.

No setor hospitalar, a Associação dos Hospitais do Estado de São Paulo (Ahosp) afirma que a escala 12x36, usada em operações que funcionam 24 horas, exigirá negociações coletivas para se adequar ao limite previsto. A entidade recomenda que hospitais, organizações sociais e gestores públicos iniciem estudos sobre jornadas, contratos e impactos financeiros para preservar o atendimento contínuo.

O Instituto Foodservice Brasil (IFB) afirma que 9% das empresas do setor já decidiram como farão a adaptação, enquanto 64% devem tomar a decisão em 2027. A entidade avalia que uma transição curta pode reduzir horários de atendimento, acelerar a adoção de tecnologia e aumentar o repasse de custos aos consumidores.

Especialista consultado na matéria defende regras específicas para hospitais, serviços essenciais, transporte e atividades industriais contínuas, além de um período de transição para os instrumentos coletivos em vigor. A proposta também inclui medidas de apoio a micro e pequenas empresas, como crédito para modernização e programas de qualificação.

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) recomenda que as empresas antecipem a revisão de escalas, contratos e acordos coletivos, com atenção especial ao trabalho aos domingos e feriados. Já a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) orienta a elaboração de planos de ação e defende jornadas diferenciadas para atividades contínuas e serviços essenciais.

Fonte: O Globo

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