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quinta-feira, 15 de outubro de 2026

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Influenciadores podem acelerar compras por impulso

Especialistas explicam como influenciadores, ofertas urgentes e viralização podem estimular compras por impulso e orientam práticas de consumo consciente.

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Especialistas alertam que recomendações de influenciadores podem reduzir o tempo de reflexão e estimular compras por impulso, especialmente quando combinadas a cupons com prazo curto, ofertas de última hora e produtos viralizados. O alerta foi publicado em 15 de outubro, Dia do Consumo Consciente.

A relação de confiança entre criadores de conteúdo e seguidores pode dar às recomendações um peso maior do que o de uma publicidade tradicional. Segundo a especialista em marketing Isabella Rodrigues, a identificação com a rotina, os hábitos e o estilo de vida da influenciadora fortalece esse efeito.

Expressões como "últimas unidades" e "cupom válido somente hoje" criam sensação de urgência e podem levar à compra de itens que não estavam nos planos. Para Gildevan Carvalho, CEO da Polis Consulting, descontos, escassez, urgência e prova social encurtam a distância entre o interesse e a decisão.

A facilidade de pagamento também contribui para acelerar a aquisição. Com dados bancários salvos, poucos cliques e transferências instantâneas, o consumidor pode ter menos tempo para comparar preços, consultar avaliações e avaliar se realmente precisa do produto.

Os especialistas afirmam que uma recomendação não é necessariamente negativa e pode apresentar uma solução útil. A principal questão é verificar se a escolha atende a uma necessidade concreta ou se foi motivada principalmente pela urgência criada em torno da oferta.

Entre os cuidados recomendados estão identificar sinalizações como "publi", "publicidade" e "parceria paga", além de observar se há remuneração, recebimento de produtos ou comissão por vendas. A transparência sobre a relação comercial ajuda o público a analisar a indicação com mais critério.

Também é recomendável pesquisar avaliações em outros sites, consultar plataformas de reclamação, comparar preços e verificar a origem do produto. A viralização, segundo os especialistas, não comprova qualidade ou utilidade.

Outra estratégia é criar um intervalo entre o contato com a publicação e a compra. Salvar o item, esperar antes de finalizar o pedido e perguntar se ele seria adquirido caso não tivesse aparecido nas redes sociais podem ajudar a separar desejo de necessidade.

Fonte: O Globo

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