Uma reportagem do Fantástico mostrou, nesta quinta-feira (15), testes com veículos equipados com sistemas de direção autônoma capazes de acelerar, frear, mudar de faixa, desviar de obstáculos e estacionar sem que o motorista toque no volante.
Durante a demonstração, o repórter Felipe Santana acompanhou o funcionamento de carros em trajetos urbanos de Nova York e Xangai. Os veículos identificaram semáforos, pedestres, ciclistas e outros automóveis, mas os modelos particulares testados foram classificados como nível 2 de automação e ainda exigem supervisão humana.
A tecnologia combina câmeras, radares e sistemas computacionais para interpretar o ambiente e orientar as decisões do veículo. No nível 3, o carro pode assumir a condução em condições específicas, enquanto o nível 4 permite operação autônoma em áreas delimitadas; o nível 5 prevê automação completa.
A reportagem também acompanhou táxis sem motorista em São Francisco, nos Estados Unidos, e em Pudong, em Xangai. Os serviços funcionam em áreas previamente definidas e dependem de sistemas treinados para as condições de cada cidade.
Trânsito intenso, chuva, motocicletas, buracos e obstáculos inesperados ainda representam desafios para os veículos autônomos. Segundo dados apresentados na reportagem, testes conduzidos pelo especialista Alexandre Nascimento identificaram aumento médio de até cinco vezes no risco de acidentes em determinadas condições experimentais.
Além da disputa tecnológica entre empresas chinesas e americanas, o avanço do setor envolve baterias, chips, infraestrutura de recarga e coleta de dados. A reportagem informou que a China possui mais de 5 milhões de pontos públicos de recarga, enquanto os Estados Unidos têm cerca de 250 mil.
Os sistemas também levantam questões sobre privacidade e responsabilidade. Mesmo quando o veículo executa as manobras sozinho, os modelos particulares ainda dependem da atenção do motorista, e os táxis autônomos contam com operação restrita a determinadas áreas.
Fonte: g1