Uma reportagem do Fantástico testou, em cidades dos Estados Unidos e da China, veículos capazes de acelerar, frear, mudar de faixa, identificar obstáculos e estacionar sem que o motorista toque no volante.
Os carros particulares apresentados são classificados no nível 2 de automação. Nessa categoria, o sistema executa tarefas de condução, mas o motorista precisa permanecer atento e pronto para reassumir o controle.
Durante os testes, os veículos reconheceram semáforos, pedestres, ciclistas e outros automóveis em trajetos urbanos. Em uma das demonstrações, o carro encontrou uma vaga e realizou a baliza sem intervenção direta do repórter.
A tecnologia combina câmeras, radares, sensores e sistemas computacionais que processam informações sobre o ambiente. Os níveis mais avançados permitem que o veículo opere sozinho em condições ou áreas delimitadas, mas a automação completa, classificada como nível 5, ainda não é realidade nos carros mostrados na reportagem.
O programa também acompanhou táxis autônomos em São Francisco, nos Estados Unidos, e em Pudong, região de Xangai, na China. Os serviços funcionam em áreas específicas e dependem de sistemas treinados para as condições de cada localidade.
Chuva, trânsito intenso, motocicletas, buracos e obstáculos inesperados continuam entre os desafios para a direção autônoma. Testes citados na reportagem apontaram aumento do risco de acidentes em determinadas condições experimentais, reforçando a necessidade de supervisão e de regras para o uso da tecnologia.
A disputa pelo setor envolve montadoras e empresas de tecnologia dos dois países. Além dos sistemas de inteligência artificial, a competição inclui baterias, chips, sensores e infraestrutura de recarga.
A coleta contínua de dados é essencial para aprimorar os veículos, mas também levanta questões sobre privacidade, monitoramento e responsabilidade em caso de falhas. Mesmo quando o carro realiza as manobras sozinho, os veículos particulares ainda exigem a presença e a atenção do motorista.
Fonte: g1