Uma reportagem do Fantástico testou, em cidades dos Estados Unidos e da China, veículos capazes de acelerar, frear, mudar de faixa, identificar obstáculos e estacionar sem que o motorista toque no volante.
Os carros usam câmeras, radares e sistemas de inteligência artificial para interpretar semáforos, pedestres, ciclistas e outros veículos. Apesar da autonomia demonstrada, os modelos particulares apresentados foram classificados como nível 2, o que exige supervisão constante do condutor.
A reportagem também acompanhou táxis autônomos em São Francisco e Xangai. Os serviços funcionam em áreas delimitadas e são treinados para condições específicas de circulação, o que impede que os sistemas sejam usados automaticamente em qualquer cidade.
A direção autônoma é dividida em níveis. No nível 3, o sistema pode assumir a condução em determinadas situações, mas o motorista deve retomar o controle quando solicitado. No nível 4, o veículo opera sozinho dentro de limites previamente definidos, enquanto o nível 5 prevê automação completa.
Trânsito intenso, chuva, motocicletas, buracos e obstáculos incomuns ainda representam desafios para a tecnologia. Segundo dados apresentados na reportagem, testes conduzidos pelo especialista Alexandre Nascimento identificaram aumento médio de até cinco vezes no risco de acidentes em determinadas condições experimentais.
A disputa pelo setor envolve montadoras e empresas de tecnologia dos Estados Unidos e da China, além do desenvolvimento de baterias, chips, sensores e softwares. A coleta de dados pelos veículos também levanta questões sobre privacidade, monitoramento e uso das informações dos passageiros.
Fonte: G1