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quinta-feira, 15 de outubro de 2026

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ECONOMIA

Lufthansa vê negócio com a TAP como estratégico e estima sinergias de US$ 505 milhões

Lufthansa estima sinergias anuais de até US$ 505 milhões com a compra de participação minoritária na TAP.

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A Lufthansa afirmou, em teleconferência com analistas, que a aquisição de uma participação minoritária na TAP é uma oportunidade estratégica, com potencial para gerar sinergias anuais de até € 450 milhões, equivalentes a US$ 505 milhões.

Segundo o presidente-executivo da companhia alemã, Carsten Spohr, a operação elevaria de 9% para cerca de 20% a participação da Lufthansa no tráfego aéreo entre a Europa e a América Latina. O grupo ficaria em posição semelhante à do IAG e à frente da Air France-KLM nesse mercado.

Spohr afirmou que a TAP é uma companhia aérea lucrativa e que o negócio criaria valor imediato para os acionistas. A empresa portuguesa registrou prejuízo líquido no primeiro semestre, mas a Lufthansa considera que a conclusão da operação, prevista para 2028, ocorrerá em um cenário diferente para o setor.

O plano inicial prevê a compra de 44,9% da TAP, com possibilidade de aumento para 49,9%, dependendo da adesão dos funcionários à aquisição de ações. Spohr também disse que a Lufthansa discutiu com o governo português a possibilidade de chegar a 100% de participação.

A companhia alemã espera alcançar gradualmente as sinergias estimadas ao longo de cerca de quatro anos. O diretor financeiro, Till Streichert, afirmou que o lucro por ação deve aumentar no primeiro ano completo após a conclusão da operação e que os ganhos podem crescer caso a Lufthansa adquira futuramente uma participação majoritária.

De acordo com Spohr, a TAP permitiria encaminhar mais passageiros da França, da Espanha e de Portugal para o Brasil por Lisboa, em vez de usar os atuais centros de conexão em Frankfurt e Munique. A Lufthansa também poderia utilizar seus hubs com mais eficiência em rotas para a Ásia.

A participação minoritária dará à Lufthansa influência significativa sobre as operações da TAP, segundo Streichert. Grandes investimentos e planos estratégicos da companhia portuguesa deverão passar pelo conselho de administração.

Spohr disse ainda que a sobreposição limitada entre as redes das duas empresas pode simplificar a análise antitruste na União Europeia. Eventuais medidas corretivas, como a cessão de slots, ficarão a cargo dos reguladores do bloco.

Fonte: O Globo

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