Uma reportagem do Fantástico testou veículos equipados com sistemas de direção autônoma capazes de acelerar, frear, mudar de faixa, identificar obstáculos e realizar balizas sem que o motorista toque no volante.
Os testes foram realizados em cidades como Nova York, São Francisco e Xangai. Durante os trajetos, os veículos reconheceram semáforos, pedestres, ciclistas e outros carros, além de tomar decisões de parada e retomada de movimento conforme as condições do trânsito.
Apesar das funções automatizadas, os carros particulares apresentados na reportagem são classificados como nível 2 de automação. Nessa categoria, o sistema executa tarefas de condução, mas o motorista precisa supervisionar o trajeto e estar pronto para reassumir o controle.
A tecnologia combina câmeras, radares e sistemas computacionais para interpretar o ambiente. Os níveis mais avançados permitem que o veículo opere sozinho em condições ou áreas delimitadas, enquanto o nível 5 representa a automação completa, ainda não alcançada pelos modelos mostrados.
A reportagem também acompanhou táxis autônomos em São Francisco e em Pudong, região de Xangai. Embora circulem sem motorista ao volante, os serviços funcionam em áreas específicas e dependem de sistemas preparados para as características de cada local.
Trânsito intenso, chuva, motocicletas, buracos e obstáculos inesperados continuam sendo desafios para os veículos autônomos. Testes citados na reportagem apontaram aumento de até cinco vezes, em média, no risco de acidentes em determinadas condições experimentais.
A disputa pelo desenvolvimento desses veículos envolve montadoras e empresas de tecnologia da China e dos Estados Unidos. Além da inteligência artificial, a competição inclui baterias, chips, sensores e infraestrutura de recarga.
O funcionamento dos sistemas também amplia as discussões sobre privacidade e uso de dados. Os veículos coletam informações continuamente, e algumas operações contam com equipes humanas que monitoram vários carros para intervir ou analisar situações que exigem atenção.
Fonte: g1 Fantástico