O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, assinou na noite de terça-feira (13) um decreto que modifica a atuação das autoridades durante manifestações, às vésperas de marchas convocadas pela oposição em várias cidades do país.
Sindicatos, estudantes e indígenas planejam protestar nesta quarta-feira (14) contra as políticas econômicas, sociais e de ordem pública do novo governo. A administração de De la Espriella promove medidas consideradas de linha-dura.
O decreto altera uma ordem executiva de 2021 que priorizava o diálogo e a mediação antes do emprego das forças de segurança em manifestações violentas. A norma também estabelece novas definições para atos violentos, agressões, retenção de pessoas e bloqueios de vias.
O texto prevê a criação de corredores e zonas seguras para o transporte, os serviços essenciais, a infraestrutura crítica e as rodovias nacionais. Em publicação no X, De la Espriella afirmou que não tolerará violência, vandalismo nem bloqueios que prejudiquem o direito de circulação.
A ex-senadora María José Pizarro, do partido oposicionista Pacto Histórico, questionou no X se o decreto respeitou o princípio da publicidade e se a sociedade civil teve oportunidade de apresentar observações.
O ministro do Interior, Rodrigo Lara, afirmou que o departamento de Cauca é uma zona de “atenção especial”. A região foi apontada como epicentro de distúrbios e bloqueios de vias.
Fonte: O Globo