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quarta-feira, 14 de outubro de 2026

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Bukele avalia libertação condicional de metade dos detidos por ligação com gangues

Bukele avalia libertar antecipadamente cerca de metade dos detidos considerados culpados de colaborar com gangues em El Salvador.

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O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, afirmou em 14 de outubro que o governo avalia libertar antecipadamente e sob condições cerca de metade dos detidos considerados culpados de colaborar com gangues.

Segundo Bukele, os beneficiários permaneceriam sob monitoramento. O plano foi mencionado durante uma coletiva sobre investimentos espanhóis, após uma pergunta sobre publicações de Ibrajim Bukele, irmão do presidente.

Em setembro, o senador Flávio Bolsonaro (PL) citou a política de segurança de El Salvador como inspiração para um eventual governo seu. O parlamentar também se reuniu com o ministro da Segurança do país.

Cerca de 93 mil pessoas foram presas durante o regime de exceção adotado há quatro anos. A medida reduziu a criminalidade a níveis historicamente baixos, mas ONGs e um grupo de especialistas da ONU afirmam que houve crimes contra a humanidade.

De acordo com a organização humanitária Socorro Jurídico, pelo menos 30 mil detidos são inocentes e mais de 500 morreram sob custódia do Estado. O governo salvadorenho já libertou cerca de 8 mil pessoas, classificadas por integrantes do gabinete como parte da margem de erro do regime.

Bukele não informou quando a nova medida começaria nem quais critérios seriam usados. O diretor jurídico da ONG Cristosal, Abraham Abrego, afirmou à AFP que a revisão de casos de inocentes é uma reivindicação recorrente de grupos de direitos humanos, mas disse que a definição de culpa cabe ao sistema de Justiça, e não ao Executivo.

As organizações também criticam julgamentos em massa de detidos na guerra contra as gangues. Bukele rejeita as acusações de violações de direitos humanos e defende a continuidade do regime de exceção.

Fonte: O Globo

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