O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, assinou na terça-feira (14) um decreto que modifica a atuação das autoridades em manifestações, na véspera de marchas convocadas pela oposição para esta quarta-feira (15) nas principais cidades do país.
Sindicatos, estudantes e indígenas protestarão contra as políticas econômicas, sociais e de ordem pública do novo governo. A medida substitui parte de uma ordem executiva de 2021, que priorizava o diálogo e a mediação antes do emprego das forças de segurança em manifestações violentas.
O novo decreto estabelece definições para atos violentos, agressões, retenção de pessoas e bloqueios de vias públicas. Também prevê corredores e zonas seguras para o transporte, serviços essenciais, infraestrutura crítica e rodovias nacionais.
Em publicação no X, De la Espriella afirmou que não tolerará violência, vandalismo ou bloqueios. Em um vídeo, disse que não permitirá interrupções no trânsito nem ataques às forças de segurança.
A ex-senadora María José Pizarro, do oposicionista Pacto Histórico, questionou a medida na mesma rede social e perguntou se a sociedade civil teve a oportunidade de apresentar observações.
Durante a campanha, De la Espriella criticou a política de segurança e paz do antecessor, Gustavo Petro. O ministro do Interior, Rodrigo Lara, afirmou que o departamento de Cauca é uma zona de atenção especial por ter sido palco de distúrbios e bloqueios de vias.
Fonte: O Globo