Ir para o conteúdo

quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

SEGURANÇA

Polícia faz operação contra milícia suspeita de extorquir moradores em Nova Iguaçu

Polícia Civil faz operação contra milícia suspeita de extorquir moradores de condomínio em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

Compartilhe
WhatsApp

A Polícia Civil do Rio de Janeiro iniciou nesta quarta-feira (14) uma operação contra uma milícia suspeita de extorquir moradores do Condomínio Jardim Guandu, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A ação é conduzida pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE).

Os agentes cumprem dois mandados de prisão preventiva e dez de busca e apreensão, expedidos pela 3ª Vara Especializada em Organização Criminosa. Segundo a polícia, o grupo é ligado a Gilson Ingrácio de Souza Junior, conhecido como Juninho Varão, e um policial militar da ativa está entre os alvos das buscas.

De acordo com as investigações, os moradores pagavam uma cobrança mensal de até R$ 70 por família. O condomínio tem 12 blocos, com 100 apartamentos cada, e a polícia estima que as extorsões alcançassem cerca de R$ 85 mil por mês.

A investigação aponta que os moradores eram pressionados mediante ameaças de violência e de expulsão de suas casas. Os agentes também identificaram uma suposta interferência da milícia na administração do condomínio e uma estrutura organizada para cobrar, fiscalizar pagamentos e prestar contas.

Os mandados de prisão têm como alvos Felipe Alves da Silva, o Felipinho ou Portugal, apontado pela polícia como homem de confiança de Juninho Varão, e Marcos Francisco dos Prazeres Júnior, conhecido como MJ. Segundo a Draco, os dois seriam responsáveis por cobranças e intimidações.

A Polícia Civil afirma que nove integrantes foram identificados e indiciados durante a apuração. O policial militar alvo de busca é investigado por supostamente exercer influência na administração do condomínio e manter contato com integrantes do comando do grupo.

A operação busca atingir os núcleos operacional e financeiro da milícia e aprofundar a apuração sobre a eventual participação de agentes públicos. Os alvos são investigados, e a realização dos mandados não representa condenação.

Fonte: g1

Leia também