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quarta-feira, 14 de outubro de 2026

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Jornal Diário do Povo

SEGURANÇA

Operação investiga PM morto por ligação com o Comando Vermelho

Operação investiga PMs por suposta ligação com o Comando Vermelho; um policial alvo da ação está foragido.

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Uma operação realizada nesta terça-feira (13) investiga a participação de policiais militares em atividades do Comando Vermelho no Rio de Janeiro. Entre os elementos analisados estão mensagens, imagens de ostentação e registros que, segundo os investigadores, relacionam o terceiro-sargento Yuri Luiz Desirati Ribeiro à facção.

Yuri, que era lotado no batalhão de São João de Meriti, foi preso em outubro de 2023 dentro de um caminhão que transportava mais de 150 quilos de cocaína na Avenida Brasil, na altura do Complexo da Maré. Ele foi morto a tiros em julho deste ano, quando chegava ao condomínio onde morava, no Pechincha, na Zona Oeste do Rio.

De acordo com a investigação, vídeos e fotografias encontrados no celular do policial mostram passeios de lancha e jet ski, bebidas, charutos e dinheiro. Em mensagens enviadas em outubro de 2024, porém, Yuri teria pedido ajuda financeira a um contato chamado de “chefe”, alegando não ter dinheiro para comprar comida e abastecer o veículo usado para trabalhar.

Os investigadores identificaram o destinatário como Manoel Cinquine Pereira, conhecido como Paulista, apontado como uma das lideranças do Comando Vermelho no Complexo da Penha. Ele também foi alvo da operação e permanecia foragido na última atualização divulgada pelas autoridades.

A apuração também aponta que Yuri trocava mensagens com integrantes da facção e recebia alertas sobre operações da Polícia Militar. A polícia suspeita que o sargento tenha sido assassinado pelo próprio Comando Vermelho; o homicídio é investigado pela Delegacia de Homicídios.

A operação foi coordenada pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes, com participação do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio e da Corregedoria da Polícia Militar. Foram expedidos sete mandados de prisão.

Entre os alvos está o cabo Erick da Silva Lobato, também lotado no batalhão de São João de Meriti. Segundo os investigadores, ele teria enviado imagens de carregadores e oferecido munição a Yuri; os agentes não o localizaram e o consideram foragido.

Em Maricá, os policiais prenderam Leonardo Aguiar da Silva, conhecido como Nike, apontado pela investigação como responsável pela segurança de áreas controladas pelo Comando Vermelho na Baixada Fluminense. As suspeitas ainda serão analisadas no curso da investigação, sem decisão judicial definitiva sobre a responsabilidade dos envolvidos.

Fonte: g1

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