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quarta-feira, 14 de outubro de 2026

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ELEIÇÕES

NYT vê vitória de Flávio Bolsonaro como avanço da influência de Trump na América Latina

New York Times afirma que uma vitória de Flávio Bolsonaro aproximaria o Brasil da rede de aliados latino-americanos de Donald Trump.

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O jornal americano The New York Times avalia que uma vitória de Flávio Bolsonaro (PL) sobre Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no segundo turno das eleições brasileiras marcado para 25 de outubro, praticamente completaria o mapa de aliados latino-americanos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Segundo a publicação, o Brasil é a principal peça que falta na ampliação da influência americana sobre a região, por sua dimensão populacional, territorial e econômica. Atualmente, de acordo com o jornal, a esquerda administra apenas México e Uruguai entre os países latino-americanos citados.

O New York Times afirma que o governo Trump busca ampliar o controle sobre a América Latina por meio de tarifas, sanções, revogação de vistos, intervenções eleitorais e ações militares. A reportagem também menciona o bloqueio de petróleo contra Cuba e a captura do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, apresentado no texto como preso nos Estados Unidos.

Para o jornal, essa política representa a versão mais agressiva da Doutrina Monroe, formulada em 1823 para defender a primazia dos Estados Unidos no continente. A publicação também relaciona o avanço da direita na região à prioridade dada pelo governo Trump ao combate ao tráfico de drogas.

A reportagem cita a classificação de grupos criminosos latino-americanos como organizações terroristas e ataques contra embarcações suspeitas de transportar drogas. Especialistas mencionados pelo jornal consideram esses bombardeios ilegais.

Segundo o diário, 18 países aderiram a uma coalizão liderada pelos Estados Unidos contra cartéis. Colômbia, Guatemala, Honduras e Equador teriam concordado em realizar operações militares conjuntas com o Pentágono.

O jornal afirma que Flávio Bolsonaro já indicou apoio à coalizão Escudo das Américas e pressionou pela classificação de facções brasileiras como organizações terroristas. A publicação questiona, porém, os efeitos da cooperação sobre a população e a soberania dos países latino-americanos, diante da diferença de poder político, econômico e militar em relação aos Estados Unidos.

Fonte: O Globo

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