O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, venceu Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 15 dos 21 municípios da Amazônia Legal que aparecem nos rankings de maior desmatamento, queimadas e atividade garimpeira, segundo levantamento divulgado em 14 de outubro de 2026. O resultado corresponde a pouco mais de 70% das cidades analisadas no primeiro turno.
Nas dez cidades com as maiores taxas de desmatamento nos 12 meses até setembro de 2026, Flávio venceu em oito. Ele teve 63,25% dos votos em Altamira (PA), 72,29% em São Félix do Xingu (PA) e 76,70% em Colniza (MT), os três primeiros municípios da lista.
Juntas, essas cidades registraram alertas de cerca de 395 quilômetros quadrados de área desmatada entre setembro de 2025 e setembro de 2026, de acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
A vantagem do candidato do PL também apareceu nos rankings de municípios mais afetados por queimadas e garimpo. Flávio venceu em sete cidades do primeiro grupo e em oito do segundo.
Lula foi mais votado em Portel (PA), Lábrea (AM), Novo Aripuanã (AM), Moju (PA), Calçoene (AP) e Jutaí (AM). No conjunto dos municípios da Amazônia Legal, porém, o petista venceu em 425 cidades, contra 351 de Flávio.
Entre os nove estados que integram a Amazônia Legal, Flávio venceu no Acre, em Rondônia, Roraima, Mato Grosso e Tocantins. Lula teve maioria no Amazonas, Pará, Maranhão e Amapá.
Durante a campanha, Flávio defendeu a redução das chamadas “amarras ambientais” e mudanças nas leis para acelerar a exploração de recursos naturais. O programa de governo do candidato também promete direcionar a fiscalização a quem comanda o crime organizado, eliminar sobreposições entre Ibama, Funai e ICMBio e zerar o desmatamento ilegal até 2029.
Lula tem defendido o fortalecimento da fiscalização ambiental e atribuído a seu governo a reconstrução do Ibama. O plano do petista estabelece a meta de alcançar o desmatamento zero até 2030 e prevê ações integradas de controle e prevenção do desmatamento e de manejo do fogo.
Fonte: O Globo