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quarta-feira, 14 de outubro de 2026

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ELEIÇÕES

Estudo aponta efeitos de governadores eleitos no primeiro turno sobre disputa presidencial

Estudo aponta que governadores eleitos no primeiro turno podem elevar a abstenção e afetar a disputa presidencial em 2026.

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Estudo do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Representação e Legitimidade Democrática (INCT ReDem), sediado na Universidade Federal do Paraná (UFPR), aponta que a definição antecipada das eleições para governador pode aumentar a abstenção e reduzir o ritmo de crescimento de candidatos à Presidência em algumas regiões.

A pesquisa analisou disputas eleitorais entre 2002 e 2022 e identificou dois efeitos. O primeiro é o aumento da abstenção nacional, estimado em 1 ponto percentual, com impacto maior no Norte, no Nordeste e no Centro-Oeste.

O segundo afeta a conversão de votos válidos. No Sudeste, o presidenciável alinhado ao governador eleito registra desaceleração entre 1,4 e 3,3 pontos percentuais no crescimento entre os turnos. No Centro-Oeste, a perda varia de 2,9 a 3,9 pontos percentuais.

Segundo a análise, o fim da disputa estadual não altera a proporção de votos válidos dos candidatos à Presidência no Norte e no Nordeste, apesar do aumento da abstenção nessas regiões.

O resultado impõe desafios diferentes a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno de 2026. No Sudeste, onde apenas o Espírito Santo terá nova disputa estadual, Flávio precisará manter a mobilização em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, enquanto Lula enfrenta o risco de maior abstenção no Norte e no Nordeste.

O artigo é assinado por Fábio Vasconcellos, cientista político, professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e da PUC-Rio e pesquisador do INCT ReDem/UFPR.

Fonte: O Globo

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