O governador eleito do Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL), afirmou que pretende revisar a proposta de orçamento estadual para 2027 antes da votação na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). O texto enviado pelo governo interino prevê déficit superior a R$ 13 bilhões.
Ruas ocupa a presidência da Alerj e deverá conduzir a análise da peça orçamentária que será executada durante seu mandato no Palácio Guanabara. Ele permanece no comando da Casa até 5 de janeiro, enquanto a posse no governo estadual está prevista para janeiro de 2027.
Em declaração ao RJ2, o governador eleito disse que não concorda com a aprovação do orçamento nos termos atuais e defendeu a discussão da proposta nas comissões antes da votação em plenário. Segundo Ruas, ainda há tempo para fazer ajustes e buscar o equilíbrio das contas públicas.
O deputado Luiz Paulo (PSD) afirmou que o orçamento deve refletir da maneira mais fiel possível a situação financeira do estado. Para ele, a condição de Ruas como presidente da Alerj e futuro governador cria uma situação excepcional na tramitação da proposta.
O deputado Alan Lopes (PL) também defendeu a revisão de despesas e citou a necessidade de examinar termos de ajuste de contas da Secretaria de Estado de Saúde, incluindo pagamentos a empresas prestadoras de serviços. As afirmações foram feitas durante sessão da Alerj.
Na terça-feira (13), Ruas se reuniu com o governador interino, o desembargador Ricardo Couto, no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), para iniciar as conversas sobre a transição. O governador eleito afirmou que pretende conduzir o processo de forma colaborativa e garantir a continuidade dos serviços públicos.
Também está prevista a discussão, na Comissão de Constituição e Justiça da Alerj, de um projeto sobre devedores contumazes. A proposta trata de empresas que deixam de pagar tributos de forma reiterada e pode ter impacto sobre a arrecadação estadual.
A proposta orçamentária ainda será analisada pelos deputados, que poderão apresentar alterações antes da votação final, prevista tradicionalmente para dezembro.
Fonte: g1