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quarta-feira, 14 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Canal Exército do Lula sai do ar após decisão do TSE

Canal Exército do Lula sai do ar após Kassio Nunes Marques determinar prazo para registro da ferramenta como comunicação oficial da campanha.

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O canal Exército do Lula saiu do ar na noite de terça-feira (13), após o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, estabelecer prazo de 48 horas para que a ferramenta fosse registrada como meio oficial de comunicação da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Criado pela campanha de Lula e administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), o canal reúne 4,2 milhões de seguidores. Segundo Nunes Marques, o reconhecimento oficial vincularia a coligação presidencial a eventuais usos irregulares da ferramenta.

A decisão ocorreu após uma disputa entre Nunes Marques e o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Cueva. O corregedor havia restabelecido o funcionamento do canal na segunda-feira, mas o presidente do TSE invalidou a medida e determinou novamente a suspensão.

A equipe de Flávio Bolsonaro (PL) acionou a Justiça Eleitoral contra o canal, sob alegação de divulgação de notícias falsas contra o senador. Nunes Marques também deu 24 horas para que a Meta, responsável pelo WhatsApp, se manifestasse sobre novas alegações apresentadas pela campanha.

Cueva defendeu que a suspensão de todo o canal exigiria demonstração da extensão e da repetição das condutas, além da comprovação de que medidas menos restritivas seriam insuficientes. O ministro também pediu que o plenário do TSE analise o caso.

O presidente do PT, Edinho Silva, afirmou que o partido e Janones solicitaram ao TSE a desvinculação entre a campanha de Lula e o canal. Segundo ele, a intenção é manter a ferramenta no ar como uma iniciativa autônoma de organização da sociedade.

Lula criticou a suspensão durante um ato de campanha e afirmou que não havia ilegalidade demonstrada. Janones também contestou a medida e disse que o canal poderia ficar fora do ar durante a votação sobre o fim da escala 6x1.

Fonte: O Globo

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