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quarta-feira, 14 de outubro de 2026

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SEGURANÇA

SSP afasta PMs e envia câmeras ao DHPP após morte de homem com 24 tiros em SP

SSP afasta PMs e envia imagens ao DHPP após Antonio Nunes Batista ser morto com 24 tiros durante abordagem na Zona Norte de São Paulo.

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A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo afirmou nesta terça-feira (13) que não tolera desvios de conduta e que apura com rigor a morte de Antonio Nunes Batista, de 40 anos, atingido por 24 tiros disparados por policiais militares na Brasilândia, Zona Norte da capital, em 3 de outubro.

Imagens divulgadas pelo g1 e pela TV Globo mostram Antonio sendo atingido por uma arma de choque e caindo no chão antes de os policiais efetuarem os disparos. Segundo a versão apresentada pelos agentes, ele ameaçava pedestres com uma faca e uma barra de ferro e continuava investindo contra a equipe.

O boletim de ocorrência informa que três policiais atiraram durante a abordagem. A perícia recolheu 24 estojos de munição calibre .40, um fragmento de projétil e três cartuchos de arma de eletrochoque. Também foram apreendidos uma faca e um garfo de churrasco danificado; a barra de ferro mencionada pelos agentes não aparece na relação de objetos recolhidos pela perícia.

Antonio foi socorrido e levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Peri 3, onde a morte foi constatada. O caso foi registrado como homicídio decorrente de oposição à intervenção policial, resistência e porte de arma branca.

De acordo com a SSP, os policiais envolvidos foram afastados das atividades operacionais e tiveram as armas apreendidas para perícia. As imagens das câmeras corporais disponíveis foram encaminhadas ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), que investiga o caso em conjunto com um Inquérito Policial Militar acompanhado pela Corregedoria da PM.

Segundo o registro policial, os três agentes que efetuaram os disparos não usavam câmeras corporais. Outros integrantes da equipe, porém, estavam equipados, e investigadores também verificam se câmeras de segurança de ônibus estacionados nas proximidades registraram a ocorrência.

A manifestação da secretaria ocorreu dois dias depois da divulgação da morte de Gustavo Muniz de Santana, de 20 anos, atingido por 27 tiros durante uma abordagem em Moema, na Zona Sul. Segundo as informações divulgadas sobre esse caso, o jovem estava desarmado e o celular que carregava teria sido confundido com uma arma.

O secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, reuniu-se com o procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, para tratar das duas ocorrências. Conforme apurado pela TV Globo, ficou definido que um promotor do Ministério Público de São Paulo participará das investigações.

Fonte: g1

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