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quarta-feira, 14 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Reunião entre Fachin e diretor da PF não deve gerar medidas antes do 2º turno

Reunião entre Fachin e Andrei Rodrigues não deve resultar em medidas sobre ministros do STF antes do segundo turno das eleições.

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A reunião entre o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, e o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, não deve produzir medidas práticas antes do segundo turno das eleições. O encontro tratou de informações da investigação sobre supostas fraudes no Banco Master e o possível envolvimento de ministros da Corte.

Apesar de Fachin ter solicitado, em ofício de 2 de outubro, relatórios da PF sobre as descobertas relacionadas aos magistrados, a corporação não deve apresentar esses documentos neste momento.

Interlocutores de Andrei Rodrigues afirmam que ele pretende pedir orientações a Fachin antes de encaminhar qualquer relatório sobre ministros. A consulta definiria como a PF deve proceder em cada caso e quais documentos devem ser enviados ao Supremo.

Segundo essas pessoas, a medida também evitaria que informações com potencial impacto eleitoral fossem divulgadas antes do segundo turno. A atuação de Andrei vem sendo questionada dentro e fora da PF por sua relação com Alexandre de Moraes e por sua participação em um encontro promovido por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em Londres.

Na semana passada, uma reunião da cúpula da PF com Moraes provocou tensão no Supremo e levou o ministro Luiz Fux a pedir acesso à íntegra do inquérito das fake news. Também participaram do encontro o diretor de Inteligência, Leandro Almada, o diretor de Combate ao Crime Organizado, Dennis Cali, e os delegados Victor Arruda e Guilhermo Catramby.

Fachin, que assumiu a relatoria do inquérito das fake news em 9 de setembro, negou o pedido de Fux. O ministro informou que analisa 104 procedimentos vinculados à investigação e avalia o destino de cada um antes de decidir sobre o levantamento do sigilo.

Fonte: O Globo

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