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quarta-feira, 14 de outubro de 2026

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Créditos de Jaé e Riocard são revendidos ilegalmente no Rio

Créditos de Jaé e Riocard são revendidos em estações, ônibus e terminais do Rio; mais de 16,3 mil cartões foram bloqueados.

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Créditos dos cartões de transporte Jaé e Riocard estão sendo comprados e revendidos de forma irregular em estações de trem, terminais, pontos de ônibus e vans no Rio de Janeiro, segundo flagrantes exibidos pelo RJ1 nesta terça-feira (13).

A prática foi registrada nas proximidades da Central do Brasil, no Centro, e em Santa Cruz, na Zona Oeste. Em um anúncio, uma pessoa oferecia pagamento imediato por cartões dos dois sistemas. Na estação de Santa Cruz, um homem foi filmado usando cartões para liberar a entrada de passageiros e recebendo dinheiro em seguida.

Os intermediários compram cartões por uma fração do saldo disponível e utilizam os créditos para vender viagens por valores inferiores às tarifas oficiais. Um cartão com R$ 100, por exemplo, pode ser adquirido por R$ 50; depois, o comprador libera passagens e fica com a diferença arrecadada.

Em um áudio obtido pela reportagem, um dos envolvidos afirmou que paga metade do valor disponível no cartão. Segundo a apuração, os créditos são usados gradualmente para tentar evitar o bloqueio, e os cartões são devolvidos aos proprietários quando o saldo termina.

Outro flagrante ocorreu dentro de um ônibus da linha 759, que liga Coelho Neto a Cesarão, na Zona Oeste. Um homem utilizava cartões Jaé para liberar a passagem de passageiros após receber dinheiro.

A Secretaria Municipal de Transportes e a empresa Jaé informaram que monitoram o uso dos cartões e bloquearam mais de 16,3 mil unidades no último mês por uso indevido. A Prefeitura orienta que denúncias sejam feitas pelo telefone 1746.

A Polícia Civil informou que investiga a prática com ações de inteligência e monitoramento. A concessionária Trens RJ disse que repudia a comercialização irregular e mantém equipes de segurança nas estações para identificar ocorrências e encaminhá-las às autoridades. A Riocard foi procurada pela reportagem, mas não havia respondido até a última atualização.

Fonte: g1

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