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domingo, 27 de setembro de 2026

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SEGURANÇA

Investigação mostra venda de material de abuso sexual infantil com uso de contas de terceiros

Investigação do g1 mostra venda de material de abuso sexual infantil com divulgação no TikTok e negociações no Telegram.

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Uma investigação do g1 identificou criminosos que usam o TikTok para divulgar material de abuso sexual infantil e transferem as negociações para grupos privados no Telegram. Em um dos casos, um vendedor afirmou utilizar a conta bancária de uma terceira pessoa para receber pagamentos via Pix e disse, sem apresentar prova, que as transações não seriam rastreadas.

Segundo a reportagem, investigadores da Polícia Federal afirmam que criminosos podem recorrer a contas de ex-companheiras, vítimas ou outras pessoas para tentar ocultar a própria identidade. A utilização de contas de terceiros, porém, não elimina os registros financeiros nem impede a identificação dos envolvidos.

O Banco Central informa que as operações do Pix são rastreáveis e que os dados das transações podem auxiliar a identificação de contas relacionadas a fraudes e outros crimes. A PF também mantém estruturas específicas para investigar crimes cibernéticos ligados ao abuso sexual infantojuvenil.

Os grupos monitorados pelo g1 anunciavam pacotes de arquivos por valores que variavam de cerca de R$ 10 a mais de R$ 100. A comercialização e o compartilhamento desse tipo de material são crimes, independentemente de o pagamento ser feito por Pix, criptomoedas ou outros meios.

O Telegram declarou que proíbe a distribuição de material de abuso sexual infantil e informou ter removido mais de 339 mil grupos e canais relacionados ao tema em 2026. O TikTok afirmou que remove publicações, bane contas envolvidas e encaminha casos às autoridades e organizações especializadas.

Denúncias podem ser feitas pelo Disque 100, à Polícia Civil, ao Conselho Tutelar, ao Ministério Público e, em casos de crimes cibernéticos com repercussão internacional, pelo canal Comunica PF. A Secretaria de Comunicação Social também informa que a organização SaferNet recebe denúncias anônimas sobre crimes e violações na internet.

Fonte: g1

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