A corretora de criptomoedas Bitget informou na sexta-feira (25) que cerca de US$ 350 milhões em ativos digitais, equivalentes a aproximadamente R$ 1,86 bilhão, foram retirados de suas carteiras em um ataque cibernético detectado na quinta-feira (24). A empresa suspendeu temporariamente os saques e afirmou que os fundos dos clientes estão protegidos.
Segundo a Bitget, as transferências não autorizadas atingiram principalmente carteiras usadas para operações diárias. A companhia disse que o prejuízo será coberto por seus próprios recursos e por um fundo de proteção ao usuário.
Dados da empresa de análise blockchain Arkham indicaram que cerca de US$ 350 milhões deixaram carteiras associadas à Bitget em diferentes redes. Os ativos foram reunidos em endereços controlados pelos invasores e parte deles foi convertida em ether e distribuída por outras carteiras.
O ataque colocou a Bitget entre os maiores roubos de criptomoedas já registrados, embora a posição exata varie conforme a metodologia e a cotação usada para calcular as perdas. Em fevereiro de 2025, a corretora Bybit sofreu o maior ataque conhecido contra uma plataforma do setor, com cerca de US$ 1,5 bilhão em ethers roubados.
Outros grandes casos incluem o ataque à Poly Network, em agosto de 2021, que envolveu aproximadamente US$ 610 milhões, e o roubo da Ronin Network, ligada ao jogo Axie Infinity, avaliado em cerca de US$ 540 milhões em março de 2022. Nos dois casos, os valores foram calculados com base nas cotações próximas à data dos ataques.
A lista também inclui o caso da corretora japonesa Coincheck, que perdeu cerca de US$ 530 milhões em janeiro de 2018, e o colapso da Mt. Gox, que sofreu roubos de bitcoins entre 2011 e 2014. A corretora, então uma das maiores do mundo, entrou em recuperação judicial em 2014, deixando cerca de 24 mil clientes sem acesso aos recursos.
De acordo com a TRM Labs, invasores roubaram aproximadamente US$ 2,9 bilhões em criptomoedas em quase 150 ataques ao longo de 2025. O relatório aponta que o ataque à Bybit respondeu por mais da metade do total daquele ano.
Autoridades também alertam que grupos criminosos usam ativos digitais para movimentar recursos rapidamente entre países e fora dos canais tradicionais do sistema financeiro. A rastreabilidade das transações depende da análise das redes usadas e da cooperação entre corretoras, empresas de investigação e órgãos públicos.
Fonte: g1