A corretora de criptomoedas Bitget confirmou um ataque que desviou inicialmente cerca de US$ 351,6 milhões de carteiras da plataforma em 24 de setembro de 2026. Após identificar ativos adicionais afetados, a empresa elevou a estimativa para US$ 387,5 milhões, segundo informações divulgadas pela companhia e por empresas de análise de blockchain.
O incidente atingiu carteiras quentes e parte das carteiras mornas, usadas para operações conectadas à internet. A Bitget afirmou que as carteiras frias não foram afetadas e que o Fundo de Proteção aos Usuários, estimado em mais de US$ 464 milhões, cobre o valor perdido.
A empresa suspendeu temporariamente os saques e informou que a vulnerabilidade foi identificada e corrigida. A retomada dos resgates foi programada em fases entre 28 de setembro e 2 de outubro, enquanto equipes da Bitget, da Mandiant e da SlowMist participam da investigação.
Dados da Arkham indicaram que aproximadamente US$ 228 milhões deixaram carteiras associadas à Bitget em 18 minutos. Parte dos ativos foi convertida em ether e distribuída por diferentes endereços e blockchains, dificultando o rastreamento e a recuperação dos recursos.
Com o valor atualizado, o ataque aparece entre os maiores roubos de criptomoedas já registrados, mas abaixo de casos como o da Bybit, que perdeu cerca de US$ 1,5 bilhão em fevereiro de 2025; o da Poly Network, de aproximadamente US$ 610 milhões em 2021; o da Ronin Network, de cerca de US$ 540 milhões em 2022; o da Coincheck, de US$ 530 milhões em 2018; e o da Mt. Gox, de quase US$ 500 milhões em perdas acumuladas entre 2011 e 2014. ([bitget.com](https://www.bitget.com/support/articles/12560603896024?utm_source=openai))
O FBI atribuiu o ataque à Bybit à Coreia do Norte, mas não há, nas fontes consultadas, atribuição oficial semelhante para o caso da Bitget. A investigação sobre o incidente de setembro continua em andamento.
Segundo a TRM Labs, hackers roubaram US$ 2,87 bilhões em ativos digitais em quase 150 ataques ao longo de 2025. O ataque à Bybit respondeu por cerca de 51% desse total, de acordo com o relatório da empresa.
Fonte: g1