Ir para o conteúdo

domingo, 27 de setembro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

ELEIÇÕES

Haddad critica intolerância religiosa e defende fim das bets em ato na Sé

Em ato na Praça da Sé, Fernando Haddad acusa o bolsonarismo de intolerância religiosa e defende medidas contra bets e cassinos virtuais.

Compartilhe
WhatsApp

O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, participou de uma missa na Catedral da Sé e de um comício na Praça da Sé, neste domingo (27), na capital paulista. Durante o ato, ele acusou o bolsonarismo de intolerância religiosa e defendeu a decisão do governo federal de restringir as apostas esportivas e os cassinos virtuais.

Haddad criticou a circulação de informações falsas que associam o senador Flávio Bolsonaro (PL) a um projeto de lei apresentado em 2007 pelo ex-deputado federal Victório Galli Filho. A proposta pretendia alterar o título de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil, mas foi rejeitada nas comissões da Câmara.

Segundo Haddad, os ataques envolvendo a padroeira representam desrespeito à fé da população. O candidato afirmou que o Estado é laico e defendeu o respeito a todas as religiões.

O PL acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir a remoção de publicações que atribuíam a Flávio Bolsonaro a autoria ou articulação em torno do projeto. De acordo com a informação divulgada, o pedido foi atendido em decisão liminar do ministro André Mendonça.

Haddad também rebateu críticas de que a decisão contra as bets teria motivação eleitoral. Ele afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tentou solucionar o problema por meio da regulamentação e decidiu endurecer as medidas após denúncias sobre o uso das plataformas para lavagem de dinheiro.

O ato na Praça da Sé integrou uma mobilização do PT em todas as capitais brasileiras em apoio à campanha de reeleição de Lula. Também participaram do evento Simone Tebet, Marina Silva, Lu Alckmin, Ana Estela Haddad e representantes de religiões de matriz africana, da umbanda e do segmento evangélico.

Fonte: O Globo

Leia também