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domingo, 27 de setembro de 2026

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ECONOMIA

Bets articulam reação conjunta contra MP que suspende operações

Representantes das bets decidem agir em conjunto no STF e no Congresso contra a MP que suspende as operações no Brasil.

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Cerca de 180 executivos e advogados de empresas e entidades de apostas on-line participaram, na sexta-feira, de uma reunião virtual para definir uma reação conjunta à medida provisória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que suspende as operações do setor no Brasil.

O grupo decidiu evitar uma onda de ações individuais e concentrar esforços em uma estratégia coordenada. A prioridade é buscar no Supremo Tribunal Federal (STF) uma liminar para suspender os efeitos da MP e permitir a retomada das atividades.

Representantes das bets afirmaram que receberam a medida com surpresa e avaliaram diferentes formas de reação. Segundo participantes, alguns executivos chegaram a defender que as plataformas continuassem funcionando, mas acabaram convencidos a cumprir a determinação enquanto os recursos são preparados.

O presidente da Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), Plínio Lemos Jorge, disse que houve perplexidade e revolta durante a reunião. Ele afirmou que o setor pretende atuar dentro da legalidade em duas frentes: no Judiciário e, posteriormente, no Congresso.

Os advogados analisam o instrumento jurídico mais adequado para questionar a medida. Entre os argumentos estudados estão a insegurança jurídica, a violação da liberdade econômica e a suspensão repentina de uma regulamentação aprovada pelo Congresso.

As empresas também contestam os dados usados pelo governo para justificar a MP, incluindo a estimativa de impacto de R$ 65 bilhões na economia e os argumentos relacionados à saúde pública. O setor pretende questionar ainda a ausência de um período de transição e os efeitos sobre contratos, empregos e investimentos.

Na reunião, as empresas decidiram suspender contratos com fornecedores e compromissos de publicidade e patrocínio. Elas também se comprometeram a evitar demissões por pelo menos uma semana, na expectativa de apresentar recursos ao STF.

Outra possibilidade avaliada é o uso de autorizações estaduais para manter operações regionais. Advogados consideram, porém, que essa alternativa seria mais complexa, pois exigiria credenciamentos em diferentes estados e não atenderia à maior parte das empresas.

Após a tramitação judicial, o setor pretende concentrar esforços no Congresso para tentar derrubar ou alterar a medida provisória. O texto precisa ser analisado por uma comissão mista e, depois, pelos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado.

Fonte: O Globo

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