Brasileiros que desejam ser doadores de órgãos podem formalizar essa decisão por meio da Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (AEDO) ou registrar o interesse na versão digital da nova Carteira Nacional de Identidade (CIN). A orientação foi apresentada em reportagem publicada neste sábado, 26 de setembro de 2026.
A AEDO é emitida gratuitamente pelo site www.aedo.org.br ou pelo aplicativo e-Notariado. O interessado preenche o formulário, escolhe os órgãos que deseja doar e participa de uma videoconferência com um cartório para confirmar sua identidade e manifestação de vontade.
Depois de validado, o documento fica armazenado em uma base consultada pelas equipes do Sistema Nacional de Transplantes. A busca pode ser feita pelo CPF da pessoa, permitindo que os profissionais de saúde identifiquem a manifestação registrada e a apresentem aos familiares.
Outra alternativa é informar o desejo de doar órgãos no momento da emissão da nova Carteira Nacional de Identidade. A indicação aparece na versão digital do documento e pode ser consultada pelas equipes responsáveis pelo atendimento.
A manifestação registrada em documentos não substitui a conversa com a família. Em casos de morte encefálica, as equipes hospitalares abordam os parentes sobre a autorização da doação, e o desconhecimento da vontade do paciente é apontado como um dos fatores que contribuem para a recusa.
Segundo dados oficiais citados na reportagem, quase 50 mil brasileiros aguardam atualmente por um transplante. As maiores demandas são por rins, fígado e coração. Em 2025, o Ministério da Saúde registrou 48.159 pessoas na lista de espera por transplantes no país.
Uma única doação pode beneficiar até oito pessoas, dependendo das condições clínicas e dos órgãos disponíveis. Para especialistas e equipes de transplantes, comunicar a decisão aos familiares ajuda a reduzir dúvidas e dá mais segurança à família no momento da abordagem.
A campanha Doe de Coração 2026, promovida pela Fundação Edson Queiroz no Ceará, também reforça a importância do diálogo sobre o tema. A iniciativa realiza ações educativas para esclarecer dúvidas sobre morte encefálica, captação e transplantes.
Fonte: g1