Brasileiros que desejam doar órgãos após a morte podem formalizar essa intenção por meio da Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos, Tecidos e Partes do Corpo Humano (AEDO) ou incluí-la na versão digital da Carteira de Identidade Nacional (CIN). Mesmo com o registro, a autorização da família continua necessária no momento da doação. ([cnj.jus.br](https://www.cnj.jus.br/campanhas-publicitarias/um-so-coracao/autorizacao-passo-a-passo/?utm_source=openai))
A AEDO é solicitada pelo site aedo.org.br ou pelo aplicativo e-Notariado. O interessado preenche os dados, escolhe quais órgãos deseja doar e participa de uma videoconferência com um cartório, que emite o documento eletrônico após a confirmação da identidade. O procedimento é gratuito. ([cnj.jus.br](https://www.cnj.jus.br/campanhas-publicitarias/um-so-coracao/autorizacao-passo-a-passo/?utm_source=openai))
Na CIN, a disposição para doar órgãos pode ser incluída na versão digital do documento, conforme as especificações oficiais do governo federal. A opção deve ser informada ao órgão de identificação durante a emissão ou atualização da carteira. ([gov.br](https://www.gov.br/governodigital/pt-br/identidade/identificacao-do-cidadao-e-carteira-de-identidade-nacional/perguntas-frequentes-sobre-a-cin/posso-incluir-alguma-informacao-sobre))
A manifestação registrada ajuda a informar os profissionais de saúde e a orientar a conversa com os familiares, mas não substitui o consentimento familiar. O Ministério da Saúde reforça que a doação de órgãos de pessoas falecidas depende da autorização da família, razão pela qual especialistas recomendam comunicar previamente essa decisão aos parentes. ([gov.br](https://www.gov.br/saude/pt-br/acesso-a-informacao/faq/transplante/como-me-cadastrar-como-doador))
Dados do Ministério da Saúde indicam que 48.159 pessoas aguardavam por um transplante de órgão no Brasil em 2025. Considerando também os pacientes que esperavam por córneas, o total chegou a 82.711 pessoas; rim e córnea estavam entre as maiores demandas. ([gov.br](https://www.gov.br/saude/pt-br/acesso-a-informacao/auditorias/2025/relatorio-de-gestao-integrado/%40%40download/file?utm_source=openai))
A recusa familiar permanece como um dos principais obstáculos à doação. Segundo material do Ministério da Saúde, a negativa ficou próxima de 45% dos casos em 2025, o que reforça a importância de discutir o tema em vida e deixar clara a vontade de ser doador. ([gov.br](https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/apresentacoes/2025/apresentacao-doacao-de-orgaos.pdf?utm_source=openai))
Fonte: g1