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sábado, 26 de setembro de 2026

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SAÚDE

Saiba como formalizar o desejo de ser doador de órgãos

AEDO e Carteira de Identidade Nacional permitem formalizar o desejo de ser doador de órgãos; comunicação à família continua essencial.

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Quem deseja ser doador de órgãos no Brasil pode formalizar essa intenção por meio da Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (AEDO) ou registrar a informação na Carteira de Identidade Nacional (CIN). As alternativas foram apresentadas em reportagem publicada neste sábado (26), em meio à campanha Doe de Coração 2026, no Ceará.

A AEDO é um documento digital regulamentado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O interessado deve acessar o site aedo.org.br ou o aplicativo e-Notariado, preencher o formulário, indicar os órgãos que deseja doar e escolher um cartório de notas.

Após o envio, o cartório agenda uma videoconferência para confirmar a identidade e a manifestação de vontade do solicitante. A autorização é assinada digitalmente e o serviço de emissão ou revogação é gratuito, conforme as regras do CNJ.

A existência da AEDO pode ser consultada pelos responsáveis do Sistema Nacional de Transplantes por meio do CPF do doador. O procedimento também permite registrar formalmente a decisão e atualizá-la caso a pessoa mude de ideia.

Outra opção é indicar o desejo de doar órgãos na nova Carteira de Identidade Nacional. A informação consta na versão digital da CIN e deve ser solicitada pelo cidadão no momento da emissão do documento, de acordo com as especificações oficiais do Governo Federal.

Apesar das formas digitais de registro, comunicar a decisão aos familiares continua sendo uma medida essencial. O Ministério da Saúde informa que a conversa com a família é a principal forma de manifestar o desejo de doar, enquanto a legislação e os procedimentos do Sistema Nacional de Transplantes definem as condições para a retirada de órgãos e tecidos.

A campanha Doe de Coração 2026, promovida pela Fundação Edson Queiroz, chega à 24ª edição com ações de conscientização no Ceará. A iniciativa é coordenada pelo médico Lourrany Borges Costa e busca esclarecer dúvidas sobre o processo de doação e combater informações falsas relacionadas à morte encefálica e à preparação do corpo.

O Sistema Nacional de Transplantes coordena a doação e os transplantes realizados no país. Segundo o Ministério da Saúde, um único doador pode beneficiar várias pessoas, com a possibilidade de transplante de órgãos e tecidos como rins, fígado, coração, pulmões, pâncreas, intestino e córneas.

Fonte: g1

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