O estado de São Paulo chegou a cerca de 2 mil lavanderias de autoatendimento em 2026, cinco vezes mais do que as menos de 400 unidades registradas em 2022, segundo levantamento da Associação Nacional das Empresas de Lavanderia (Anel) obtido pelo g1.
O crescimento faz parte de uma expansão nacional. O Brasil passou de aproximadamente 1,5 mil lavanderias self-service, compartilhadas em condomínios ou abertas ao público, em 2022 para 8 mil unidades até 15 de setembro de 2026 — alta superior a 430%, de acordo com a associação.
A expansão é atribuída à urbanização, à redução do espaço disponível nos imóveis e à busca por praticidade. Dados do Censo 2022 mostram que 87,4% da população brasileira vivia em áreas urbanas, enquanto a parcela de moradores de apartamentos subiu de 8,5% em 2010 para 12,5% em 2022.
O modelo também ganhou espaço com a profissionalização do setor. Redes franqueadas passaram a oferecer lojas automatizadas, com pagamento digital e operação sem atendentes em tempo integral, ampliando o acesso ao serviço principalmente entre consumidores das classes B e C.
O mercado brasileiro de lavanderias movimentou R$ 6,2 bilhões em 2023, segundo a Associação Brasileira de Lavanderias (Abralav). No franchising, o segmento de Limpeza e Conservação, que inclui lavanderias expressas e de autosserviço, cresceu 17,6% no segundo trimestre de 2026, conforme a Associação Brasileira de Franchising (ABF).
O investimento para abrir uma unidade varia de R$ 70 mil a R$ 400 mil, conforme o modelo, a rede e o tamanho do estabelecimento. A Abralav estima prazo médio de retorno entre 12 e 48 meses, mas o desempenho depende de fatores como localização, quantidade de máquinas, sazonalidade e qualidade do serviço.
Para Othon Barcellos, presidente da Anel, ainda há espaço para expansão, embora alguns bairros da capital paulista, como Moema, Itaim Bibi, Higienópolis e Tatuapé, já apresentem concentração elevada de estabelecimentos. A entidade projeta cerca de 10 mil unidades no país até 2030.
Fonte: G1