O estado de São Paulo chegou a cerca de 2 mil lavanderias de autoatendimento até setembro de 2026, aproximadamente cinco vezes o número registrado em 2022, segundo a Associação Nacional das Empresas de Lavanderia (Anel).
O avanço faz parte de uma expansão nacional. O Brasil passou de cerca de 1,5 mil unidades, entre espaços em condomínios e estabelecimentos abertos ao público, em 2022 para 8 mil até 15 de setembro deste ano, crescimento superior a 430%, de acordo com levantamento da entidade.
A mudança no perfil das moradias e dos hábitos de consumo está entre os fatores apontados para a alta. Apartamentos menores, menos espaço para máquinas e varais e a busca por praticidade ampliaram a procura pelo serviço, especialmente entre consumidores das classes B e C.
O modelo de autoatendimento, mais tecnológico e baseado em franquias, começou a se disseminar no Rio de Janeiro antes de ganhar força em São Paulo. Para Othon Barcellos, presidente da Anel, o mercado ainda tem espaço para crescer e pode alcançar 10 mil unidades no país até 2030.
O setor de lavanderias movimentou R$ 6,2 bilhões em 2023, segundo a Associação Brasileira de Lavanderias (Abralav). No franchising, o segmento de Limpeza e Conservação, que inclui as lavanderias self-service, registrou alta de 17,6% no segundo trimestre de 2026, conforme dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF).
O investimento para abrir uma unidade varia de R$ 70 mil a R$ 400 mil, dependendo do modelo, da rede e do tamanho do estabelecimento. A Abralav estima prazo médio de retorno entre 12 e 48 meses, mas o resultado depende de fatores como localização, número de máquinas, período do ano e qualidade do serviço.
Barcellos também afirmou que bairros como Moema, Itaim Bibi, Higienópolis e Tatuapé já apresentam sinais de saturação. Apesar da automação, o presidente da Anel alertou que os proprietários continuam tendo responsabilidades operacionais e de gestão.
Fonte: g1