As urnas eletrônicas completam 30 anos de uso nas eleições brasileiras em 2026, com avanços que incluem biometria, recursos de acessibilidade, criptografia e mecanismos de auditoria. O sistema começou a ser adotado parcialmente nas eleições municipais de 1996 e passou a alcançar todo o eleitorado a partir de 2000.
A primeira votação eletrônica ocorreu em 57 municípios, incluindo as capitais dos estados e cidades com mais de 200 mil eleitores. Na ocasião, cerca de um terço do eleitorado utilizou o modelo UE96, desenvolvido pela Justiça Eleitoral com teclado numérico, inscrições em braile e impressora acoplada.
A modernização, porém, começou antes da criação da urna. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a informatização do processo eleitoral teve início em 1985, com a formação de um cadastro único de eleitores. Em 1994, a totalização dos votos foi informatizada, enquanto a apuração ainda era feita manualmente.
Nas eleições de 1998, a votação eletrônica alcançou cerca de 60% do eleitorado. Dois anos depois, todos os municípios brasileiros passaram a utilizar urnas eletrônicas, consolidando a informatização do processo de votação.
Ao longo das décadas, os equipamentos receberam novas gerações de processadores, sistemas de armazenamento, mecanismos de segurança e recursos de acessibilidade. A biometria começou a ser implantada em 2008, enquanto os testes públicos de segurança passaram a ser realizados pelo TSE a partir de 2009.
Para as Eleições Gerais de 2026, 141,3 milhões de eleitores têm cadastro biométrico, o equivalente a 89,01% do eleitorado apto, conforme dados divulgados pela Justiça Eleitoral. O modelo mais recente listado pelo TSE é a UE2022, fabricada em 2023, com melhorias no processamento, na interação com mesários e na segurança.
Fonte: Conecta Piauí