A urna eletrônica completa 30 anos em 2026 como parte central do processo eleitoral brasileiro. Introduzido nas eleições municipais de 1996, o equipamento começou a ser usado em 57 municípios e alcançou cerca de um terço do eleitorado da época.
A transformação, porém, começou antes da primeira votação eletrônica. Em 1985, a Justiça Eleitoral iniciou a unificação do cadastro de eleitores, enquanto a totalização dos votos foi informatizada em 1994. No ano seguinte, uma comissão formada por juristas e técnicos desenvolveu o protótipo da urna.
O primeiro modelo, chamado UE96, utilizava teclado numérico semelhante ao de um telefone, processador Intel 386SX, 2 MB de memória e disquetes para armazenar dados. A Lei nº 9.100/1995 autorizou o Tribunal Superior Eleitoral e os tribunais regionais eleitorais a adotarem o sistema eletrônico de votação e apuração.
A expansão ocorreu gradualmente. Em 1998, a votação eletrônica chegou a 537 municípios e alcançou aproximadamente dois terços do eleitorado. Nas eleições municipais de 2000, todos os municípios brasileiros passaram a utilizar urnas eletrônicas.
Ao longo das décadas, a Justiça Eleitoral incorporou novos recursos ao equipamento e ao sistema de votação, incluindo a exibição das fotos de candidatos, mecanismos de auditoria, recursos de acessibilidade, identificação biométrica e melhorias de segurança. A evolução também envolveu mudanças no hardware, no software e nos procedimentos de fiscalização e totalização.
Segundo o TSE, a informatização reduziu a intervenção manual na apuração e tornou o processo mais rápido. O tribunal também afirma que o sistema passa por auditorias, testes públicos de segurança e cerimônias de fiscalização dos códigos-fonte e dos programas utilizados nas eleições.
Em 2026, ano em que a urna eletrônica completa três décadas, o modelo brasileiro reúne equipamentos desenvolvidos sob especificações do TSE e procedimentos de auditoria aplicados antes, durante e depois da votação.
Fonte: Conecta Piauí