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sexta-feira, 25 de setembro de 2026

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Ajuda chinesa ao Irã expõe tensão na visita de Xi a Trump

Suposto apoio chinês ao Irã gera tensão na visita de Xi Jinping a Washington, mas Trump mantém tom conciliatório com Pequim.

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As supostas remessas chinesas de equipamentos e informações ao Irã provocaram tensão durante a visita do presidente Xi Jinping a Washington, encerrada nesta sexta-feira, 25 de setembro de 2026, sem que Donald Trump adotasse publicamente um tom de confronto com Pequim.

Antes do encontro de quinta-feira, 24 de setembro, integrantes do governo americano minimizaram as cobranças sobre a relação entre China e Irã. O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que os líderes tratariam de temas relevantes de forma franca, enquanto o Departamento do Tesouro mencionou sanções contra instituições chinesas acusadas de violar restrições impostas a Teerã.

Segundo o embaixador dos Estados Unidos na China, David Perdue, Trump advertiu Xi, em conversa reservada, que qualquer ajuda direta ou indireta ao Irã, incluindo inteligência, peças ou equipamentos militares, seria inaceitável. Em público, porém, o presidente americano destacou a relação de amizade com o líder chinês.

A China é a principal compradora do petróleo iraniano e mantém com Teerã um pacto estratégico de 25 anos firmado em 2021. Dados da consultoria Kpler citados na matéria indicam que as exportações diárias para o mercado chinês caíram de 1,57 milhão de barris, em fevereiro, para pouco mais de 500 mil barris, em agosto.

Documentos da alfândega iraniana citados pelo Wall Street Journal apontam mais de 1,3 mil remessas de produtos chineses classificados como de uso duplo, civil e militar, para clientes no Irã. A lista inclui componentes eletrônicos, motores, peças de aeronaves e equipamentos de navegação.

Empresas chinesas também são acusadas de enviar produtos químicos usados na fabricação de combustíveis para mísseis balísticos. De acordo com informações de inteligência mencionadas pela CNN, grupos chineses teriam fornecido ao Irã dados de satélite que ajudaram a melhorar a precisão de ataques contra forças americanas no Oriente Médio.

Senadores dos dois partidos criticaram a recepção oferecida a Xi. O republicano Roger Wicker disse que Trump não deveria ter convidado o líder chinês para uma visita tão suntuosa diante das preocupações sobre a parceria com Teerã, enquanto o democrata Richard Blumenthal afirmou que o presidente deveria exigir o fim do apoio chinês ao Irã.

Pequim rejeita as sanções americanas e afirma que cumpre rigorosamente suas obrigações internacionais. O governo chinês também acusou os Estados Unidos de explorar o conflito para difamar o país.

Na sexta-feira, Trump afirmou que os dois países haviam feito grandes progressos e avançado de forma positiva. O encontro terminou após uma visita de Xi aos Arquivos Nacionais, sem declarações públicas dos líderes sobre o plano iraniano de reabrir o Estreito de Ormuz em sete dias.

Fonte: O Globo

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