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quinta-feira, 24 de setembro de 2026

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JUSTIÇA

Empresário delator do Banco Master é alvo da 3ª fase da Carbono Oculto

Empresário que delatou operações ligadas ao Banco Master é alvo de busca na 3ª fase da Operação Carbono Oculto.

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O empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro”, foi alvo de um mandado de busca e apreensão nesta quinta-feira (24), durante a terceira fase da Operação Carbono Oculto, em São Paulo. A ação do Ministério Público de São Paulo e da Receita Federal investiga suspeitas de lavagem de dinheiro e infiltração do crime organizado no setor de combustíveis.

Freixo ganhou notoriedade nas investigações sobre o Banco Master após firmar um acordo de colaboração com a Procuradoria-Geral da República. Segundo informações atribuídas à delação, o acordo foi assinado em agosto e homologado em setembro pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.

De acordo com o relato, Freixo realizou sete transferências entre janeiro e setembro de 2025, totalizando US$ 12,333 milhões, para o Havengate Development Fund, nos Estados Unidos. Os repasses teriam sido determinados por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e destinados ao financiamento do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro.

O empresário entregou aos investigadores comprovantes das transferências e mensagens trocadas com Paulo Calixto, gestor fiduciário do fundo e advogado de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. Freixo afirmou não saber qual foi a destinação final dos recursos após o envio ao fundo, e a Polícia Federal apura se todo o dinheiro foi usado na produção do filme.

Na colaboração, Freixo também relatou ter movimentado cerca de R$ 1,3 bilhão entre 2020 e 2025 para gerar dinheiro em espécie a pedido de Vorcaro e de pessoas ligadas a ele. Segundo o relato, os valores eram entregues em malas e podiam alcançar entre R$ 1 milhão e R$ 1,5 milhão por operação.

A conexão com a Operação Carbono Oculto aparece em transações envolvendo empresas ligadas ao empresário. Segundo documentos do Ministério Público, a EntrePay recebeu R$ 166,5 mil da Ceopag, fintech que teria sido utilizada por empresas relacionadas a investigados no esquema. A Entre Investimentos, por sua vez, repassou R$ 620 mil à Quimicolor, empresa apontada na investigação como parte de uma estrutura ligada a pagamentos envolvendo metanol posteriormente desviado para adulteração de combustíveis.

A existência das transferências, por si só, não comprova que Freixo integre a organização criminosa investigada. O Ministério Público apura o contexto e a finalidade das movimentações. O empresário também foi alvo da Operação Compliance Zero, que investigou o Banco Master.

A defesa de Antônio Carlos Freixo Júnior não havia sido localizada para comentar a operação até a publicação das informações.

Fonte: g1

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