Os candidatos ao governo do Ceará Ciro Gomes (PSDB) e Elmano de Freitas (PT) discutiram propostas para saúde, educação, geração de emprego e outras áreas estratégicas durante debate realizado na noite de quarta-feira, 23 de setembro, em Fortaleza.
Promovido pelo Grupo de Comunicação O Povo, o encontro ocorreu na sede da Ordem dos Advogados do Brasil no Ceará (OAB-CE) e foi mediado pelo jornalista Ítalo Coriolano. A programação teve cinco rodadas de perguntas e respostas, além das considerações finais dos candidatos.
Na área da saúde, Ciro criticou a concentração de atendimentos de alta complexidade em Fortaleza e defendeu a ampliação da estrutura regional. Elmano afirmou que o Cariri dispõe de leitos de UTI neonatal e argumentou que apenas casos de maior complexidade precisam ser transferidos para a capital.
Os candidatos também divergiram sobre a construção de escolas de tempo integral. Ciro questionou o andamento de um projeto que prevê 108 unidades, enquanto Elmano negou que nenhuma escola tenha sido entregue e classificou a afirmação como resultado de desconhecimento sobre as ações do governo.
Na discussão sobre emprego e renda, Ciro criticou indicadores sociais e prometeu criar um fundo de desenvolvimento industrial, além de capacitar jovens para atividades da economia digital. Elmano citou investimentos em infraestrutura, como a Transnordestina, o Polo Automotivo, o Porto do Pecém e novos projetos logísticos, como iniciativas para ampliar a oferta de empregos formais.
Transição energética, segurança hídrica, combate à violência contra as mulheres e educação digital também estiveram entre os temas debatidos. Ciro defendeu a atualização do zoneamento econômico-ecológico, medidas de proteção para mulheres e formação tecnológica no ensino médio. Elmano mencionou acordos com comunidades tradicionais, ações de proteção às mulheres, reutilização de água e a implantação de uma usina de dessalinização.
Na reta final, os dois candidatos trocaram críticas sobre habitação, pobreza e valorização dos professores. Ciro defendeu o uso de mutirões como política complementar de moradia, enquanto Elmano destacou programas habitacionais realizados em parceria com municípios e o governo federal.
Fonte: g1