Os candidatos ao governo do Ceará Ciro Gomes (PSDB) e Elmano de Freitas (PT) divergiram sobre investimentos em saúde, educação, geração de emprego e políticas sociais durante debate realizado na noite de quarta-feira, 23 de setembro, na sede da OAB-CE, em Fortaleza.
Promovido pelo Grupo de Comunicação O Povo, o encontro teve mediação do jornalista Ítalo Coriolano e foi dividido em cinco rodadas de perguntas, além das considerações finais. Participaram candidatos de partidos com representação mínima de cinco parlamentares no Congresso Nacional.
Na área da saúde, Ciro criticou a necessidade de transferência de gestantes e crianças em situação de alto risco do Cariri para Fortaleza. Elmano respondeu que a região conta com 38 leitos de UTI neonatal e afirmou que somente casos de maior complexidade precisam ser encaminhados à capital.
Educação e juventude também foram temas de confronto. Ciro questionou os índices de jovens que não estudam nem trabalham e afirmou que o governo estadual não teria concluído as 108 escolas de tempo integral previstas. Elmano negou a acusação, citou unidades já entregues e disse que sua gestão está construindo 138 escolas em tempo integral.
Sobre emprego, Elmano destacou a criação de postos com carteira assinada e projetos como o Polo Automotivo, a Transnordestina e investimentos no Porto do Pecém. Ciro criticou os indicadores de renda do estado e defendeu a criação de um novo fundo de desenvolvimento industrial e a capacitação de jovens para a economia digital.
Os candidatos também apresentaram propostas para a transição energética, a segurança hídrica, o combate à violência contra a mulher, a educação digital e a habitação. Ciro defendeu, entre outras medidas, a ampliação de delegacias da mulher, o botão do pânico e políticas de mutirão habitacional. Elmano citou a expansão da rede de proteção às mulheres e a parceria com municípios e o governo federal para a construção de moradias.
Na etapa final, Ciro afirmou que pretende mudar o Ceará e criticou a polarização política. Elmano defendeu a integração entre o governo estadual e a administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pediu votos para sua candidatura à reeleição.
Fonte: G1