Ciro Gomes (PSDB) e Elmano de Freitas (PT) divergiram sobre investimentos em saúde, educação, geração de emprego e redução da pobreza durante debate realizado na noite de quarta-feira, 23 de setembro de 2026, na sede da OAB-CE, em Fortaleza.
Promovido pelo Grupo de Comunicação O POVO e mediado pelo jornalista Ítalo Coriolano, o encontro teve cinco rodadas de perguntas e respostas, além das considerações finais. Os dois candidatos são os únicos convidados ao debate por atenderem aos critérios de representatividade partidária previstos na legislação eleitoral.
Na área da saúde, Ciro criticou a necessidade de transferência de pacientes do interior para Fortaleza em casos de alta complexidade. Elmano afirmou que o Cariri possui estrutura de atendimento, incluindo leitos de UTI neonatal, e que os casos mais graves ainda precisam ser encaminhados à capital.
Os candidatos também apresentaram propostas distintas para a juventude e a educação. Elmano citou a construção de escolas em tempo integral e ações voltadas à qualificação profissional, enquanto Ciro defendeu programas de cultura digital, inteligência artificial e formação para a nova economia.
Na discussão sobre emprego, Ciro questionou os resultados econômicos do estado e propôs um novo fundo de desenvolvimento industrial, além da capacitação de jovens. Elmano destacou a expansão de atividades industriais e logísticas, como o Polo Automotivo, a Transnordestina, o Porto do Pecém e o setor calçadista.
O debate abordou ainda transição energética, proteção de comunidades tradicionais, segurança hídrica, combate à violência contra a mulher, habitação, valorização dos professores e redução da pobreza. Ciro defendeu medidas como a modernização do zoneamento econômico-ecológico e políticas de mutirão habitacional; Elmano ressaltou parcerias com municípios e o governo federal para construção de moradias.
Ao final, Ciro pediu apoio para promover mudanças no Ceará e criticou a polarização política. Elmano apresentou a eleição como uma escolha entre projetos e defendeu a articulação do governo estadual com a administração federal.
Fonte: G1