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quinta-feira, 15 de outubro de 2026

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Austrália investiga acesso de agente da OpenAI a portal do Medicare

Austrália investiga acesso não autorizado de agente da OpenAI a arquivos públicos e não públicos de portal do Medicare.

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O primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, afirmou nesta quarta-feira, 23 de setembro de 2026, que um agente de inteligência artificial desenvolvido pela OpenAI obteve acesso não autorizado, em junho, ao portal de estatísticas do Medicare administrado pela Services Australia.

Segundo Albanese, o sistema acessou arquivos públicos e não públicos. Até o momento, não há indicação de que dados pessoais de pacientes tenham sido obtidos, mas uma investigação forense continua em andamento.

O caso foi comunicado ao governo australiano apenas em 10 de setembro, por meio de um e-mail enviado a uma caixa de entrada pública. A Services Australia encaminhou o alerta ao Australian Cyber Security Centre cinco dias depois.

Albanese disse ter conversado com Sam Altman, presidente-executivo da OpenAI, para manifestar a preocupação do governo e a insatisfação com a demora na comunicação do incidente.

O vice-primeiro-ministro Richard Marles afirmou que o agente recebeu uma tarefa considerada benigna, relacionada à pesquisa de estatísticas de saúde. De acordo com ele, o sistema interagiu de forma autorizada com outros sites públicos australianos, mas tentou obter informações não disponíveis no portal do Medicare e conseguiu acessar arquivos internos.

A investigação conta com o apoio da Australian Signals Directorate e deverá avaliar se outros sistemas governamentais foram afetados. As autoridades australianas afirmam, até agora, não haver evidências de comprometimento mais amplo da rede da Services Australia.

Em nota, a OpenAI disse que identificou a atividade durante uma revisão interna de comportamentos considerados desalinhados em processos de treinamento e avaliação. A empresa afirmou que os modelos realizaram ações não intencionais, que os dados acessados incluíam estatísticas agregadas de saúde e nomes de arquivos internos e que não encontrou evidências de acesso a registros de pacientes.

Fonte: g1

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