Isabelle Caracristi, de 22 anos, enviou mensagens a um familiar poucas horas antes de morrer e pediu que ele não acreditasse na versão do namorado caso algo acontecesse com ela, segundo depoimento prestado à Polícia Civil do Ceará.
O familiar também informou aos investigadores que o celular da jovem deveria ser entregue à polícia e forneceu a senha do aparelho. O telefone está sob análise pericial.
João Munhoz Neto, de 34 anos, namorado de Isabelle, foi preso preventivamente na terça-feira (22), em um apartamento no bairro Aldeota, em Fortaleza. O mandado foi expedido pela 2ª Vara do Júri da capital.
De acordo com informações divulgadas sobre a investigação, o pedido de prisão mencionou os artigos 122 e 147 do Código Penal, relacionados a induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio ou à automutilação e ameaça. A prisão não significa condenação, e o caso continua em investigação.
Isabelle foi encontrada morta na noite de 13 de setembro, no pátio do condomínio onde morava com o namorado e familiares dele. A Perícia Forense identificou lesões compatíveis com impacto contra o solo, e os exames laboratoriais não detectaram substâncias de interesse toxicológico.
A investigação é conduzida por equipes da Polícia Civil, incluindo a 2ª Delegacia de Polícia Civil da Capital, a 2ª Delegacia de Defesa da Mulher de Fortaleza e o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa. Até o momento, sete pessoas foram ouvidas, enquanto celulares, um tablet e imagens de câmeras de segurança são analisados.
A defesa de João Munhoz criticou a prisão preventiva e afirmou que ele havia se apresentado voluntariamente à polícia, entregado o celular e se colocado à disposição para prestar esclarecimentos. A advogada Lígia Peixe nega que ele tenha cometido crime.
Fonte: g1