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quarta-feira, 23 de setembro de 2026

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China acelera construção de data centers para ampliar corrida global de IA

China amplia data centers e aposta em modelos abertos para disputar a liderança global em inteligência artificial com os Estados Unidos.

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A China está ampliando a construção de data centers em regiões rurais, como Ulanqab, na Mongólia Interior, para sustentar sua expansão em inteligência artificial, em meio à visita do presidente Xi Jinping aos Estados Unidos e às discussões previstas com Donald Trump sobre tecnologia e segurança. ([wavebrowsernews.com](https://www.wavebrowsernews.com/news/china-ai-data-centres-rise-from-the-rolling-plains-of-inner-mongolia?id=5ed20011-ebc6-4a75-8b00-cc6327691242&isExternal=true&utm_source=openai))

Ulanqab, conhecida durante anos pela produção de batatas, passou a receber grandes instalações de computação destinadas a empresas como Huawei, ByteDance e DeepSeek. A estratégia também inclui centros em Ningxia, Gansu e Guizhou, áreas com terrenos mais baratos, clima frio e grande oferta de energia eólica e solar. ([wavebrowsernews.com](https://www.wavebrowsernews.com/news/china-ai-data-centres-rise-from-the-rolling-plains-of-inner-mongolia?id=5ed20011-ebc6-4a75-8b00-cc6327691242&isExternal=true&utm_source=openai))

O governo chinês estabeleceu como meta superar 90% de disseminação de terminais inteligentes e agentes de inteligência artificial até 2030. O plano prevê o uso da tecnologia em setores como indústria, ciência, serviços públicos, consumo, governança e cooperação internacional. ([english.www.gov.cn](https://english.www.gov.cn/news/202508/29/content_WS68b18f2cc6d0868f4e8f528d.html?utm_source=openai))

A política de Pequim combina investimento em infraestrutura, formação de profissionais e incentivo a modelos de código aberto. Em julho, Xi defendeu maior abertura e cooperação internacional no desenvolvimento da IA; segundo o governo chinês, modelos abertos do país já somavam mais de 10 bilhões de downloads. ([english.www.gov.cn](https://english.www.gov.cn/news/202607/18/content_WS6a5c27e1c6d00ca5f9a0c4d8.html?utm_source=openai))

A disputa com os Estados Unidos também envolve o acesso a chips avançados. O CEO da Anthropic, Dario Amodei, pediu a manutenção das restrições americanas à venda de semicondutores e equipamentos de ponta para a China, argumentando que uma liderança chinesa no setor representaria riscos para os Estados Unidos e para o mundo. Trump, por outro lado, rejeitou propostas para desacelerar o desenvolvimento da tecnologia e afirmou que os Estados Unidos precisam manter a vantagem sobre Pequim. ([washingtonpost.com](https://www.washingtonpost.com/business/2026/09/14/china-anthropic-ai-us-amodei/2cc8e2ce-b01f-11f1-92c2-5c918f4a6127_story.html?utm_source=openai))

A expansão dos data centers enfrenta obstáculos ambientais e sociais. A demanda por água nas áreas áridas da Mongólia Interior, a dependência parcial de carvão na matriz elétrica e a realocação de comunidades estão entre as preocupações relatadas por moradores ouvidos pela BBC. Alguns habitantes também afirmaram que os novos empreendimentos ainda geram poucos empregos locais, enquanto outros disseram que familiares conseguiram trabalho no setor.

A China também tenta reduzir os efeitos das restrições estrangeiras por meio de chips nacionais, eficiência computacional e modelos que exigem menos recursos. A capacidade de desenvolver e aplicar essas tecnologias tornou-se um dos principais pontos de tensão nas relações entre Washington e Pequim, justamente quando os dois governos discutem possíveis mecanismos de comunicação sobre riscos ligados à IA. ([apnews.com](https://apnews.com/article/d08e58524de21511dcaba51f43faad95?utm_source=openai))

Fonte: g1

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