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quarta-feira, 23 de setembro de 2026

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China acelera expansão de infraestrutura para inteligência artificial

A China amplia centros de dados em regiões rurais enquanto Trump e Xi discutem inteligência artificial e competição tecnológica.

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A China amplia a construção de centros de dados em regiões pouco povoadas, como Ulanqab, na Mongólia Interior, enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, colocam a inteligência artificial no centro das conversas bilaterais em Washington. A reunião está prevista para esta quinta-feira (24 de setembro de 2026). ([apnews.com](https://apnews.com/article/8488ef4c2944d348193f441199179ae6?utm_source=openai))

Ulanqab, conhecida durante anos pela produção de batatas, passou a receber grandes instalações voltadas ao processamento de dados. A região oferece terrenos mais baratos, clima frio e acesso a fontes de energia eólica e solar, fatores considerados estratégicos para reduzir o custo de operação dos centros de computação. ([wired.com](https://www.wired.com/story/the-unlikely-place-at-the-center-of-chinas-ai-boom/?utm_source=openai))

Empresas chinesas como Huawei, ByteDance e DeepSeek estão associadas à expansão da capacidade computacional em Ulanqab e em outras províncias do norte e do sudoeste do país. O movimento faz parte da estratégia de Pequim de transferir estruturas digitais para áreas com maior disponibilidade de energia e espaço físico.

A disputa tecnológica com os Estados Unidos ganhou força após as restrições americanas à venda de chips avançados para empresas chinesas. A China tem respondido com investimentos em processadores próprios, modelos de inteligência artificial de código aberto e centros de dados capazes de sustentar o treinamento e a operação desses sistemas.

Washington e Pequim também discutem mecanismos para reduzir riscos associados à inteligência artificial. Segundo a Associated Press, autoridades americanas propuseram um sistema de notificação para incidentes de IA capazes de afetar a segurança nacional, mas a competição tecnológica dificulta uma cooperação mais ampla. ([apnews.com](https://apnews.com/article/8488ef4c2944d348193f441199179ae6?utm_source=openai))

O avanço da infraestrutura chinesa ocorre acompanhado de preocupações ambientais e sociais. A expansão exige grande quantidade de eletricidade e água, especialmente em áreas áridas da Mongólia Interior, enquanto parte da matriz energética chinesa ainda depende do carvão.

A estratégia também enfrenta limites internos. Especialistas citados na reportagem avaliam que a China vem atraindo de volta pesquisadores formados no exterior, mas apontam que o ambiente acadêmico e empresarial continua menos aberto ao questionamento do que o dos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, moradores rurais relatam que os novos centros de dados ainda geram poucos benefícios diretos para suas comunidades.

A expansão de Ulanqab ilustra como a corrida pela inteligência artificial envolve não apenas a criação de modelos, mas também energia, chips, profissionais especializados e infraestrutura. O tema deve permanecer entre os pontos de tensão nas relações entre Washington e Pequim durante a visita de Xi aos Estados Unidos.

Fonte: g1

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