O Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) manteve, em 21 de setembro de 2026, duas decisões que determinaram a perda de 76 minutos de inserções de rádio e televisão da campanha do governador e candidato à reeleição Elmano de Freitas (PT). As punições foram aplicadas por propagandas que associaram Ciro Gomes (PSDB) ao ex-presidente Jair Bolsonaro e atribuíram ao candidato comportamento agressivo contra mulheres. ([bra1.com.br](https://www.bra1.com.br/politica/id-695546/justica_confirma_disputa_entre_ciro_e_elmano_apos_propaganda_que_os_ligou_a_bolsonaro_e_apaga_tempo_de_anuncio?utm_source=openai))
As decisões originais, proferidas em 18 e 19 de setembro, determinaram a retirada de 29 e 47 minutos, respectivamente. Com a confirmação pelo colegiado, o tempo que seria usado pela coligação “Ceará Forte, do Lado Certo” será destinado à campanha de Ciro até o cumprimento integral da penalidade. ([cn7.com.br](https://cn7.com.br/tre-confirma-direito-de-resposta-a-ciro-e-impoe-perda-de-tempo-na-propaganda-de-elmano/?utm_source=openai))
Segundo o relator, desembargador Magno Gomes de Oliveira, os vídeos utilizados nas peças eram verdadeiros, mas a edição intercalada das imagens, a narração e os textos conduziam a conclusões que não poderiam ser comprovadas pelos conteúdos exibidos isoladamente.
O TRE-CE entendeu ainda que a propaganda ultrapassou os limites da crítica política ao levar o eleitorado a concluir que Ciro seria agressivo contra mulheres. Por isso, o tribunal manteve o direito de resposta concedido ao candidato, com conteúdo limitado e sem retaliações, adjetivações, autopromoção ou divulgação de propostas.
As punições atingem inserções veiculadas ao longo da programação de rádio e televisão, e não o bloco fixo do horário eleitoral gratuito. A coligação de Elmano não foi obrigada a publicar a resposta de Ciro nas redes sociais, mas poderá ser multada se descumprir a decisão judicial.
Em coletiva de imprensa em 22 de setembro, Elmano afirmou que o Judiciário tem autonomia para interpretar a legislação e disse que pretende recorrer da decisão. A assessoria do governador não havia respondido ao contato inicial do g1.
Fonte: g1 Ceará