A Justiça do Ceará manteve, em 23 de setembro, a prisão preventiva de João Munhoz Neto, investigado pela morte da estudante Isabelle Caracristi, encontrada após cair do 23º andar de um condomínio na Aldeota, em Fortaleza, no dia 13 de setembro.
João é investigado por possível violência psicológica e induzimento ou instigação ao suicídio. A Polícia Civil afirma que depoimentos apontam comportamento controlador e tentativa de afastar Isabelle do convívio com outras pessoas.
A investigação ainda não concluiu como ocorreu a morte. Exames da Perícia Forense do Ceará indicaram lesões compatíveis com a queda e não identificaram sinais de violência no corpo ou no apartamento onde o casal vivia.
Segundo a Polícia Civil, mais de 700 vídeos de câmeras de segurança estão sendo analisados. O rooftop de onde Isabelle caiu não tinha câmeras, mas imagens de outras áreas do condomínio e das proximidades integram a apuração.
Os investigadores também analisam celulares e outros aparelhos eletrônicos apreendidos durante diligências. A polícia informou que João teria apresentado comportamento considerado não colaborativo após a morte, incluindo a tentativa de recuperar o celular da estudante e a restrição de acesso de familiares ao imóvel.
A defesa nega que existam elementos suficientes para responsabilizar João e sustenta que a morte foi um suicídio. A prisão preventiva não representa condenação, e o caso continua em investigação, com outras linhas ainda não totalmente descartadas.
Fonte: g1