Marcello Lopes, conhecido como "Marcellão" e assessor de comunicação de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), anunciou sua saída na quarta-feira, em meio à crise envolvendo o caso Master. Lopes, amigo do presidenciável, comunicou que voltaria aos Estados Unidos para focar em questões pessoais e empresariais, após uma reunião com Flávio em São Paulo.
A saída ocorre num momento de insatisfação interna com a gestão da comunicação na pré-campanha do senador, agravada por dificuldades na reação às críticas públicas e ao impacto do caso Master na imagem do político. Aliados de Flávio sinalizavam que a dependência excessiva do círculo próximo na estratégia de comunicação tinha contribuído para a vulnerabilidade da campanha.
Em substituição a Marcellão, foi escalado o publicitário Eduardo Fischer, reconhecido por seu trabalho em campanhas nacionais e considerado capaz de ajudar o senador a recuperar a iniciativa política. Fischer, pioneiro em comunicação integrada no Brasil, traz uma vasta experiência e uma lista de prêmios que reforçam sua credibilidade.
O movimento reflete uma tentativa do núcleo de campanha de fortalecer sua estratégia, após meses de crise e de questionamentos sobre a condução da comunicação com o aumento da pressão pública. A crise culminou na necessidade de uma mudança que vise profissionalizar a área e ampliar a capacidade de resposta às adversidades na corrida presidencial.