Os coordenadores das campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) divergiram, nesta segunda-feira (19), durante debate da GloboNews, sobre a atuação da Meta nas eleições de 2026 e as decisões recentes da Justiça Eleitoral.
Edinho Silva, presidente do PT, afirmou que a empresa responsável por Facebook, Instagram e WhatsApp não deve favorecer nenhum candidato. Segundo ele, a campanha de Lula foi prejudicada por restrições ao alcance de conteúdos, enquanto publicações relacionadas ao adversário teriam sido beneficiadas.
Na segunda-feira, o Tribunal Superior Eleitoral deu prazo de 24 horas para que a Meta comprove que não limita publicações nem favorece as campanhas de Lula ou Flávio. A empresa havia reconhecido falhas que afetaram conteúdos ligados ao petista, mas negou interferência na eleição e informou que os problemas foram corrigidos.
Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio, disse que o grupo defende liberdade de expressão e igualdade de condições na disputa. O senador também acusou o governo federal de tentar restringir críticas por meio da Advocacia-Geral da União (AGU) e citou a Procuradoria Nacional de Defesa da Democracia, criada em 2023.
Questionado sobre o canal de WhatsApp Exército de Lula, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), Marinho afirmou que o PL não pediu sua retirada do ar, mas defendeu a responsabilização do PT pelo conteúdo. Ele disse ainda que informações falsas ou distorcidas precisam ser combatidas e que a Meta não deve favorecer nenhuma campanha.
Edinho respondeu que a mesma cobrança deveria ser aplicada a influenciadores alinhados à campanha de Flávio Bolsonaro. Para o petista, não seria coerente restringir o canal ligado a Janones sem adotar postura semelhante em relação a conteúdos do outro grupo.
Fonte: O Globo