Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e sua equipe defendem interromper por um ano a implementação da reforma tributária, buscando ajustes na proposta que reformou o sistema de cobrança sobre o consumo. A estratégia visa revisar elementos como o modelo do ICMS, fundos criados na tramitação e regimes especiais, diante de preocupações com distorções e aumento de dívidas públicas, conforme afirmou Rogério Marinho, coordenador da campanha, ao 'O Globo'.
O parlamentar e aliados argumentam que a regulamentação atual se afastou do compromisso inicial de simplificação e que a combinação de regimes especiais e benefícios elevou as alíquotas finais, fomentando evasão e judicializações. Marinho destacou a necessidade de um prazo de transição de um ano para reavaliar o modelo, evitando mais brechas para sonegação.
O debate surge no contexto de crise política após a revelação de ligações de Flávio com o banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e vídeos em que o senador cobra pagamentos relacionados ao filme "Dark Horse," sobre Jair Bolsonaro. Diante dos danos, setores aliados defendem que a campanha apresente propostas mais concretas e rápidas, especialmente na área econômica, para reconstituir a confiança do mercado e do eleitorado.
Na agenda, está a revisão da reforma tributária, que passa a ser prioridade para fortalecer a narrativa de renovação e responsabilidade fiscal. A campanha também passa a enfatizar a defesa da redução da maioridade penal para captar o voto conservador.
Fonte: O Globo.